A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma medida drástica contra um produto de clareamento dental que circulava irregularmente no mercado brasileiro. Em resolução publicada na terça-feira (27) no Diário Oficial da União, a agência proibiu a comercialização, distribuição, importação, propaganda, transporte e uso da fita 9DWhite Teeth Whitening Strips.
A determinação é categórica e atinge todos os aspectos da cadeia do produto. Além da proibição, a Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes da fita que possam estar em território nacional. A medida visa proteger os consumidores de um produto que não passou pelos controles de segurança necessários.
Em nota oficial, a Anvisa esclareceu que o produto não está regularizado junto à agência e que a empresa responsável, a VM Global Trade, não possui autorização de funcionamento para atuar nessa área no Brasil. Apesar dessa irregularidade, foi identificada a importação e comercialização da fita no país, o que motivou a ação regulatória.
O alerta da Anvisa é claro: o uso de produtos sem registro pode causar danos à saúde. Produtos de clareamento dental, quando não regulamentados, podem conter substâncias em concentrações inadequadas ou mesmo componentes não autorizados, que podem causar desde sensibilidade dental extrema até danos mais graves aos dentes e gengivas.
Esta não é a primeira vez que a Anvisa toma medidas contra produtos irregulares. Recentemente, a agência também suspendeu a venda de sal grosso e pó para decoração, proibiu a venda de determinados azeites e suspendeu doce de leite e sal grosso de algumas marcas. Em outra frente, a Anvisa aprovou o cultivo de cannabis por empresas, ampliando o acesso a medicamentos derivados.
A ação contra a fita de clareamento dental reforça a importância de os consumidores verificarem a regularização dos produtos de saúde antes da compra. A Anvisa mantém um sistema de consulta pública onde é possível verificar se um produto possui registro válido. No caso de dúvidas, a recomendação é buscar orientação de profissionais de saúde qualificados e optar por produtos com selo de aprovação da agência reguladora.

