A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) dá início neste sábado (14), coincidindo com o Dia Internacional da Matemática, às aulas de 2026 do programa Aulas Olímpicas. A iniciativa, que acontece em 192 escolas estaduais espalhadas por 150 municípios, tem como objetivo principal preparar estudantes para competições científicas, especialmente a Olimpíada de Matemática do Estado de São Paulo (Omasp) e a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).
As aulas ocorrem sempre aos sábados, das 9h às 11h40, nas unidades selecionadas como locais-sede. O programa é dividido em três níveis: o Nível 1 para alunos dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, o Nível 2 para os do 8º e 9º anos, e o Nível 3 para estudantes das três séries do Ensino Médio. Além do treinamento específico para as olimpíadas, o projeto busca ampliar o conhecimento matemático dos alunos da rede paulista, incorporando conteúdos de robótica, tecnologia, inteligência artificial, economia, matemática financeira e raciocínio lógico.
Uma das escolas que passa a integrar o programa este ano é a Escola Estadual Frontino Guimarães, localizada na zona norte da capital. O diretor da unidade, professor Danilo Campos, explica que a decisão de abrir a escola aos sábados reflete o interesse dos alunos. "No ano passado, nossos alunos eram maioria em outra escola que oferecia as Aulas Olímpicas. Por isso, neste ano, a unidade regional de ensino definiu que nossa escola integrará o programa. Para isso, teremos uma ampliação do quadro de funcionários", conta Campos. Na escola, 80 alunos frequentarão as turmas aos sábados, sendo mais da metade estudantes da própria unidade.
Entre os participantes está Helena Negrão, de 12 anos, aluna do 7º ano do Ensino Fundamental e medalhista de prata da Omasp no ano passado. "Estar nas Aulas Olímpicas é uma boa oportunidade para a gente aprender ainda mais sobre matemática. São aulas interessantes e também divertidas. Estou preparada para as próximas etapas e minha família me incentiva a vir aos sábados. Eles ficam muito felizes porque eu gosto bastante e me empenho nessa matéria", relata a estudante, que já sonha em ser professora no futuro.
O diretor Danilo Campos destaca que tanto as Aulas Olímpicas quanto a Omasp têm impacto positivo no desempenho da escola em avaliações externas, como o Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). "As Aulas Olímpicas e a Omasp, que foram criadas pela Seduc-SP durante essa gestão, com certeza influenciam nas nossas notas nas avaliações externas. Aqui na escola, estamos fortalecendo cada vez mais a cultura da participação nas olimpíadas do conhecimento. Ano passado, por exemplo, também participamos da OBA, [Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica]. Isso valoriza a educação e valoriza os estudantes, que querem ser destaque e se dedicam mais aos estudos", afirma. Na EE Frontino Guimarães, ao final do 9º ano do Ensino Fundamental, a proficiência em matemática alcançou 296,5, um avanço de 6,3% em comparação com 2023, quando foi de 278,8.
Para participar das Aulas Olímpicas, os estudantes podem ser medalhistas em edições anteriores de olimpíadas como a Omasp, a Obmep e outras competições de conhecimento. Outra possibilidade é a opção do aluno interessado, com anuência da escola e da diretoria de ensino, baseada no grau de dedicação aos estudos. Não é necessário que o aluno esteja matriculado na unidade de ensino vinculada ao programa, podendo inclusive frequentar as turmas em cidades diferentes. As 192 unidades da rede estadual com as turmas preparatórias estão listadas em um link disponibilizado pela Seduc-SP.

