O Paraná consolida sua posição como referência nacional na produção de cafés especiais, com os cafeicultores do estado se especializando cada vez mais nesse nicho de mercado. Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), os produtores paranaenses têm investido em técnicas que garantem qualidade superior aos grãos, geralmente cultivados em propriedades de agricultores familiares.
O diferencial desses cafés está na complexidade sensorial e no equilíbrio entre doçura, acidez e corpo, características obtidas por meio de uma produção cuidadosa que inclui grãos selecionados, cultivo em condições específicas, colheita no ponto ideal e um rigoroso processo de torra e classificação. Essa dedicação à qualidade será reconhecida na terça-feira (25), quando serão anunciados os vencedores do 23º Concurso Café Qualidade Paraná, em cerimônia no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
O certame, que celebra a qualidade do café paranaense e valoriza os produtores e regiões cafeeiras do estado, é a terceira maior premiação do gênero no Brasil, ficando atrás apenas de concursos realizados em Minas Gerais e Espírito Santo, os maiores produtores nacionais de café. Promovido pela Câmara Setorial do Café do Paraná, o concurso conta com a participação de diversas instituições, incluindo o Sistema da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina e Associação dos Funcionários do Iapar.
Neste ano, concorreram ao prêmio 130 lotes, representando nove regiões produtoras do Paraná. Desse total, 96 lotes foram inscritos na categoria de processamento natural (via seca), que envolve a secagem do fruto inteiro, e 34 lotes na categoria processada pelo método cereja descascado (via úmida), onde a polpa é removida antes da secagem do grão. Após a análise física, que verificou tamanho, cor e defeitos dos grãos, 108 lotes avançaram para a avaliação sensorial - 80 da categoria natural e 28 processados pelo método cereja descascado.
A seleção dos finalistas é realizada por 10 extensionistas do IDR-Paraná com formação de Q-Grader em café arábica, em duas fases distintas. A primeira fase avalia as características físicas dos grãos, seguindo a Classificação Oficial Brasileira (COB), para identificar defeitos como quebras ou danos causados por insetos. Já a segunda fase, conhecida como prova de xícara, julga os cafés segundo critérios da Associação de Cafés Especiais (SCA), que considera atributos como aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, gosto remanescente e equilíbrio.
Os cinco primeiros colocados em cada categoria terão seus lotes adquiridos com base na cotação da B3 (Bolsa de Valores do Brasil) do dia anterior ao evento, acrescida de um ágio mínimo de 50%. Os valores da premiação variam de R$ 4 mil para o quinto colocado até R$ 9 mil para o campeão, com os campeões regionais também recebendo um prêmio de R$ 4 mil este ano. Os prêmios serão pagos pelo Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo), enquanto o Sistema FAEP patrocina a vinda dos cafeicultores para Curitiba.
O concurso conta ainda com o patrocínio de diversas instituições, incluindo Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Grupo Bratac Seda, Integrada Cooperativa Agroindustrial, Sociedade Rural do Paraná, Grupo Dois Irmãos, Fetaep (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná), Ceal (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) e Ceasa (Centrais de Abastecimento do Paraná).
Serviço:
23º Concurso Café Qualidade Paraná - Premiação dos Vencedores
Data: 25 de novembro
Horário: 18h
Local: Museu Oscar Niemeyer, situado na Rua Marechal Hermes, 999 Centro Cívico

