Uma operação policial revelou nesta quarta-feira (19) um cenário alarmante na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo: um imóvel inabitado servia como depósito de 130 quilos de drogas, incluindo maconha, crack e cocaína. A descoberta, que evitou que essas substâncias chegassem às ruas, foi possível graças à atuação do cão farejador Rollo, um pastor belga malinois da Polícia Militar, que se tornou o herói da ação.
A investigação começou após uma denúncia anônima, que levou o 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) a averiguar o local. Com a ajuda de Rollo, os policiais identificaram rapidamente o imóvel suspeito, onde encontraram um verdadeiro arsenal de entorpecentes. "A precisão do cão foi fundamental para localizar a 'casa bomba', como ficou conhecida, sem colocar vidas em risco", explicou um dos integrantes da equipe, que preferiu não se identificar.
Dentro do imóvel, os agentes apreenderam 101 quilos de maconha, 18,6 quilos de crack, 9,4 quilos de cocaína, além de porções de haxixe e alguns comprimidos de ecstasy. A quantidade de drogas, suficiente para abastecer o tráfico por semanas, surpreendeu até os policiais mais experientes. Não havia ninguém no local no momento da operação, o que sugere que o ponto era usado apenas para armazenamento, possivelmente ligado a uma facção criminosa.
O caso está sendo registrado na 1ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que agora busca identificar os responsáveis pelo depósito. Para a comunidade de Paraisópolis, a descoberta reforça os desafios no combate ao narcotráfico, mas também mostra a importância de denúncias e do trabalho integrado entre a polícia e a população.
Rollos, o cão farejador, já é veterano em operações desse tipo e tem um histórico de sucessos em localizar drogas e explosivos. Seu treinamento rigoroso e faro apurado são essenciais para ações de alto risco, economizando tempo e aumentando a segurança das equipes. Enquanto isso, as investigações continuam, com a polícia analisando evidências para desmantelar a rede por trás desse esquema.

