A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), empresa pública do estado de São Paulo, tem dado grandes passos na área de sustentabilidade e na luta contra as mudanças climáticas. De acordo com o Relatório Anual de Sustentabilidade, Administração e Governança de 2024, a companhia plantou impressionantes 30,4 mil árvores ao longo do ano, o que equivale a cerca de 65 campos de futebol em área verde. Esse número representa um aumento de 38,5% em relação a 2023, quando foram registradas 18,7 mil unidades plantadas.

Essas iniciativas de reflorestamento e compensação ambiental não são apenas números em um relatório; elas refletem o compromisso firme do Governo de São Paulo com o desenvolvimento urbano sustentável. Esse tema tem ganhado destaque global, especialmente nas discussões da COP 30, que ocorre neste período, onde líderes mundiais debatem estratégias para enfrentar a crise climática. A CDHU, ao alinhar suas ações com essas metas, mostra como políticas locais podem contribuir para objetivos internacionais.

Além de cumprir as compensações ambientais previstas em lei, a CDHU vai além, realizando o plantio de árvores nos perímetros de seus empreendimentos habitacionais. Isso inclui vias públicas, áreas condominiais e espaços verdes projetados, que não só ajudam a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, mas também aumentam a cobertura vegetal, promovendo conforto térmico e melhor qualidade de vida para as comunidades atendidas. Em regiões urbanas, onde o calor e a poluição são frequentes, essas ações fazem uma diferença palpável no dia a dia das pessoas.

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Quando há necessidade de remover vegetação para a construção de moradias, a companhia não deixa a compensação de lado. Ela formaliza esses processos por meio de Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRA) e Termos de Compromisso Ambiental (TCA). Em 2024, foram implantados 26 termos e formalizados outros 12, abrangendo um total de 51 empreendimentos em todo o estado de São Paulo. As áreas recuperadas somaram 417 mil metros quadrados, um salto significativo em comparação com os 248 mil metros quadrados do ano anterior, demonstrando uma expansão consistente nos esforços de preservação.

A recomposição florestal segue rigorosamente as diretrizes da Resolução estadual sobre espécies nativas, que define percentuais e categorias de risco de extinção, além de aderir integralmente à legislação da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Para garantir que tudo seja feito com a máxima qualidade, os projetos são elaborados por engenheiros agrônomos e florestais, assegurando diversidade de espécies e técnicas adequadas no plantio. Essa abordagem técnica não só protege a biodiversidade, mas também fortalece a resiliência dos ecossistemas urbanos.

Dentre as iniciativas que se destacam, está o programa Pomar Urbano, focado em fortalecer a resiliência climática nos municípios paulistas. Ele incentiva o plantio de mudas nativas e frutíferas, contribuindo para a redução do efeito estufa, a melhoria da qualidade do ar e a regulação do ciclo das chuvas. Esses objetivos estão diretamente alinhados com as metas globais de sustentabilidade discutidas na COP 30, mostrando como ações locais podem ter impactos amplos.

O Pomar Urbano já recebeu reconhecimento, como o Selo de Mérito da Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação em 2023, e vem sendo expandido para além dos conjuntos habitacionais. Isso consolida a CDHU como um agente ativo na integração entre habitação social e meio ambiente, provando que é possível unir desenvolvimento urbano e preservação ecológica de forma harmoniosa. Com essas medidas, a empresa não só cumpre seu papel institucional, mas também inspira outras regiões a seguirem o mesmo caminho rumo a um futuro mais verde e sustentável.