A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante, na terça-feira (14), um homem de 65 anos, de nacionalidade chilena, acusado de furtar a mochila de uma passageira no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O crime ocorreu quando o suspeito aproveitou um momento de distração da vítima, que estava sentada, para subtrair o objeto pessoal.
De acordo com o boletim de ocorrência, após cometer o furto, o homem deixou o local, mas foi localizado durante diligências policiais e abordado por agentes da Polícia Civil. A prisão foi realizada no próprio aeroporto, um dos mais movimentados do país, que recebe milhões de passageiros anualmente.
Os policiais apontam que o chileno também é suspeito de ter furtado outro passageiro no aeroporto no dia 12 de abril, apenas dois dias antes da prisão. Os dois casos foram registrados na 3ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur) – Aeroporto Internacional de Guarulhos, que segue com as investigações para apurar os detalhes dos crimes.
Histórico criminal e reincidência
O que mais chama a atenção no caso é o histórico do indiciado. Ele já possui passagens pela polícia por furtos no mesmo Aeroporto Internacional de Guarulhos, demonstrando um padrão de atuação. Em 25 de outubro do ano passado, o homem foi preso em flagrante por furto qualificado, um crime que envolve agravantes como a subtração de objeto essencial à vítima ou que cause maior prejuízo.
Na época, o suspeito era investigado por outros nove crimes patrimoniais cometidos no aeroporto entre agosto e outubro de 2025, todos com o mesmo modus operandi: aproveitar a distração de passageiros para furtar pertences. Esses casos resultaram na instauração de nove inquéritos policiais, nos quais ele foi formalmente indiciado.
Desde fevereiro deste ano, o homem respondia em liberdade pelos crimes, aguardando o andamento processual. A nova prisão em flagrante, portanto, evidencia uma reincidência, situação que pode agravar sua situação jurídica. A reincidência é considerada um agravante no Código Penal brasileiro, podendo levar a penas mais severas.
A atuação da Polícia Civil e da Deatur tem sido fundamental para coibir esse tipo de crime em um local de grande fluxo de turistas e passageiros. A delegacia especializada no atendimento ao turista foi criada justamente para dar uma resposta mais ágil a delitos que possam afetar visitantes, preservando a imagem do país como destino seguro.
O caso segue sob investigação, e os policiais trabalham para verificar se há outras vítimas ou crimes não relatados. Enquanto isso, o suspeito permanece à disposição da Justiça, e a população é orientada a redobrar a atenção com seus pertences em locais públicos movimentados, como aeroportos e terminais de transporte.

