O Cruzeiro escreveu mais um capítulo glorioso em sua história nas categorias de base ao conquistar, de forma invicta, o bicampeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Neste domingo, 25 de janeiro de 2026, no Estádio do Pacaembu, as Crias da Toca – apelido carinhoso do time sub-20 do clube mineiro – venceram o São Paulo por 2 a 1 em uma final eletrizante, garantindo o segundo título da história do clube no maior torneio de base do futebol brasileiro.

A campanha foi simplesmente impecável: nove jogos, nove vitórias, 22 gols marcados e apenas cinco sofridos. Após um hiato de 19 anos desde o primeiro título conquistado em 2007, o Cruzeiro voltou a levantar a taça da Copinha, superando na decisão justamente o último campeão, o São Paulo, que havia vencido a edição de 2025.

A partida final foi um verdadeiro espetáculo de equilíbrio e emoção. O Cruzeiro começou melhor, controlando as ações e criando as primeiras oportunidades. Aos 11 minutos, veio o gol de abertura: após cobrança de escanteio de Baptistella na segunda trave, William subiu sozinho e cabeceou para o fundo das redes, colocando os mineiros na frente. O São Paulo reagiu, mas encontrou no goleiro Victor Lamourier um obstáculo difícil de transpor, com o arqueiro fazendo defesas importantes.

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Porém, nos acréscimos do primeiro tempo, o Tricolor paulista conseguiu o empate. Aos 47 minutos, após nova cobrança de escanteio, Gustava Santana escorou a bola para Isac completar para o gol, deixando tudo igual no intervalo.

O segundo tempo começou mais truncado, com as equipes se fechando na defesa. Aos 17 minutos, uma substituição mudaria o rumo da partida: o técnico Mairon César colocou Gustavinho no lugar de William. E apenas 11 minutos depois, o camisa 7 fez história. Arriscando um chute de longa distância, a bola bateu na trave e, com uma ajudinha do destino, tocou nas costas do goleiro João Pedro antes de entrar. O gol, que foi o primeiro de Gustavinho na competição, colocou o Cruzeiro novamente à frente, agora por 2 a 1.

O São Paulo, mesmo visivelmente cansado, não se deu por vencido e buscou o empate com todas as forças. Aos 31 minutos, chegou a ter um pênalti marcado a seu favor após falta de Kaiquy Luiz, mas, após revisão do VAR, a falta foi considerada fora da área. Na sequência, o Cruzeiro soube administrar o resultado com maturidade, segurando a pressão até o apito final.

Ao final do jogo, Gustavinho foi eleito o Craque da Final da Copinha Sil 2026, coroando uma atuação decisiva. A festa das Crias da Toca tomou conta do Pacaembu, com jogadores, comissão técnica e torcedores celebrando a conquista que coroou uma campanha praticamente perfeita.

O caminho até a taça foi dominante desde o início. Na primeira fase, o Cruzeiro liderou o grupo 13 com vitórias sobre Barra-SC, Esporte de Patos e Francana. Nas oitavas de final, eliminou o Meia-Noite; nas quartas, a Ponte Preta; nas semifinais, o Santos; e na fase seguinte, o Guanabara City. Na semifinal, superou o Grêmio antes de encarar o São Paulo na grande decisão.

Com este título, o Cruzeiro iguala em número de conquistas da Copinha clubes como Palmeiras, Nacional-SP, Portuguesa e Ponte Preta, todos com dois títulos. O maior vencedor da competição segue sendo o Corinthians, com 11 taças, enquanto o São Paulo, assim como Fluminense e Internacional, possui cinco conquistas.

A vitória não só enche de orgulho a torcida cruzeirense, mas também reforça a importância do trabalho de base no futebol brasileiro. Para um clube que já revelou grandes nomes ao longo dos anos, este bicampeonato invicto na Copinha é a prova de que as Crias da Toca continuam produzindo talentos e escrevendo história.