Em março de 2022, a Sinfônica de Nashville, sob a regência do maestro Giancarlo Guerrero, fez a estreia mundial de Symphony of the Returning Light. Composta entre 2018 e 2020, a sinfonia utiliza ritmos e mensagens em código Morse para transmitir recados de expiação pessoal e busca interior. Lançada recentemente nas plataformas de streaming, a obra traz momentos frenéticos que lembram composições do russo Igor Stravinsky. A maior surpresa, porém, é que ela foi criada por um nome mais associado ao rock do que às salas de concerto: o americano Kip Winger.

O cantor e baixista, cuja banda é uma das atrações do Bangers Open Air, foi um dos ídolos do hard rock dos anos 1980, chamado jocosamente de 'rock farofa' – um termo preconceituoso, visto que, por baixo do excesso de maquiagem e laquê, havia músicos, cantores e compositores de altíssima qualidade. No caso de Winger, ele estudou música erudita, trabalhou com Alan Parsons e tocou na banda de Alice Cooper. Segundo o artista, foi uma aula de como funciona o mundo do showbiz, ao ver de perto suas engrenagens e tocar em estádios lotados. Alice, conhecido por criar concertos com decapitações e números ao lado de cobras, também foi exemplo para o cantor, que o considera uma das pessoas mais divertidas e legais que conheceu.

Publicidade
Publicidade