O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou na noite desta segunda-feira (23) uma reestruturação significativa na equipe econômica do governo, com a nomeação de Rogério Ceron para o cargo de secretário-executivo da pasta, considerado o segundo posto mais importante do ministério. Os anúncios foram feitos pela rede social X, plataforma que tem sido usada com frequência pelo ministro para comunicações oficiais.
Rogério Ceron deixa a posição de secretário do Tesouro Nacional, cargo que ocupava desde janeiro de 2023, para assumir a secretaria-executiva. Em sua publicação, Durigan destacou a atuação do economista nos últimos anos e elogiou sua capacidade de execução. “Confio na sua capacidade de entrega. Seu trabalho no Tesouro foi essencial para avançarmos com nossa agenda recente”, afirmou o ministro.
A mudança de Ceron para a secretaria-executiva abre espaço para Daniel Leal, que deixa a subsecretaria da Dívida Pública, assumir o comando do Tesouro Nacional. A troca na liderança do Tesouro é vista como uma movimentação estratégica, já que o órgão é responsável pela gestão da dívida pública e das contas do governo federal, áreas sensíveis da política econômica.
Além das mudanças no topo, Durigan confirmou mais ajustes na equipe econômica por meio das redes sociais. A reestruturação inclui a nomeação da professora da Universidade de São Paulo, Úrsula Peres, como secretária-executiva adjunta. A escolha de uma acadêmica de renome como Peres sugere uma aproximação com o meio universitário e pode indicar uma busca por embasamento técnico nas decisões da pasta.
O ministro também oficializou outros nomes para sua equipe: Fábio Terra como chefe de gabinete e Flavia Renó como assessora especial. Essas nomeações completam o núcleo duro da equipe de Durigan, que assume o ministério em um momento de desafios econômicos, incluindo discussões sobre reformas tributárias e o controle da inflação.
A rápida movimentação de Durigan, que assumiu o cargo recentemente, demonstra sua intenção de montar uma equipe alinhada com suas diretrizes e com experiência na máquina pública. Ceron, por exemplo, já tem trajetória consolidada no governo, o que pode facilitar a transição e a implementação de políticas. Já a entrada de novos nomes, como Úrsula Peres, traz perspectivas frescas para a equipe.
Especialistas em economia avaliam que essas mudanças são cruciais para dar estabilidade ao ministério e sinalizar continuidade nas políticas econômicas, ao mesmo tempo em que introduzem novas visões. O mercado financeiro e os analistas devem acompanhar de perto os próximos passos dessa equipe, especialmente em relação às medidas fiscais e ao diálogo com o Congresso Nacional.
A reestruturação anunciada por Durigan reflete uma tentativa de equilibrar experiência prática e inovação técnica, com Ceron trazendo a bagagem do Tesouro e Peres aportando conhecimento acadêmico. O sucesso dessa equipe será testado nos próximos meses, com a implementação da agenda econômica do governo e os desafios macroeconômicos que o país enfrenta.

