Após dois dias desaparecido, o elefante-marinho apelidado de Leôncio voltou a ser visto no litoral alagoano. O animal, que havia sido avistado pela última vez na segunda-feira (23), foi localizado nesta quarta-feira (25) nas águas do litoral sul do estado pela equipe do Instituto Biota de Conservação, organização que desenvolve ações de resgate e conservação da fauna marinha.
Leôncio, que recebeu o nome após uma campanha nas redes sociais, chegou ao litoral de Alagoas no dia 11 e desde então tem passeado pelas areias das praias de Ipioca e Garça, na capital Maceió, e em Barra de Santo Antônio, em Paripueira. Sua reaparição trouxe alívio aos biólogos e moradores que acompanham sua trajetória.
Segundo o instituto, o animal está em um processo de muda de pelagem – comum para a espécie – que pode levar de uma a quatro semanas. Durante esse período, é normal que o elefante-marinho fique na praia, descansando, enquanto completa o processo. O instituto esclarece ainda que Leôncio não está doente e, portanto, não precisa ser capturado para qualquer tipo de intervenção. "Precisa apenas de repouso mesmo", afirmam os especialistas.
Desde que foi avistado, no entanto, Leôncio tem sido alvo de perturbação por parte de moradores locais. Em razão disso, o Instituto Biota lançou um alerta pedindo que as pessoas respeitem o espaço do animal e o deixem descansar. Ações como tocar, afugentar, alimentar, perseguir ou interagir são consideradas molestamento e podem prejudicar o comportamento natural do elefante-marinho.
"Caso encontre o animal, mantenha distância, não interaja e não tente empurrá-lo para a água. Entre em contato conosco pelo telefone/WhatsApp: (82) 99115.2944", esclarece o instituto em comunicado. A orientação é crucial para garantir a segurança de Leôncio e permitir que ele complete seu ciclo natural sem interferências humanas.
O reaparecimento do elefante-marinho reforça a importância da conservação marinha em Alagoas, um estado conhecido por suas belas praias e rica biodiversidade. Enquanto isso, notícias relacionadas à preservação ambiental continuam em pauta, como o plano para fortalecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente até 2036, a criação de novas áreas de proteção no Cerrado e no Pantanal, e os alertas sobre peixes migratórios de água doce, que estão entre os mais ameaçados no mundo.
Para os pesquisadores do Instituto Biota, o caso de Leôncio serve como um lembrete de que a coexistência pacífica entre humanos e animais selvagens é possível, desde que haja respeito e conscientização. Eles seguem monitorando o elefante-marinho e esperam que, com a colaboração da população, ele possa descansar em paz até retomar suas atividades normais no mar.

