INTRODUÇÃO
A revolução da inteligência artificial está encontrando nichos inesperados, como o setor alfandegário, tradicionalmente marcado por processos manuais e tecnologias obsoletas. A história de Sam Basu, ex-engenheiro sênior do Google, ilustra como um problema operacional específico pode desencadear a criação de uma startup promissora. Sua experiência revela a lacuna tecnológica em setores fundamentais da economia global.
DESENVOLVIMENTO
Após deixar o Google em 2023, Basu explorou várias ideias de negócios em IA até que um pedido de ajuda com documentação aduaneira o levou a investigar o setor. Ele descobriu que muitos despachantes aduaneiros, especialmente pequenas empresas familiares, ainda dependem fortemente de máquinas de fax e papel. Um momento decisivo ocorreu quando uma cliente mostrou, via FaceTime, pilhas de pastas de arquivo em seu escritório. "Fiquei chocado e impressionado", relatou Basu, destacando a contradição entre a sofisticação dos produtos importados e a arcaicidade dos processos logísticos.
Essa percepção deu origem à Amari AI, fundada por Basu e Arushi Vashist, ex-engenheira do LinkedIn. A startup já conquistou mais de 30 clientes, facilitando a movimentação de mais de US$ 15 bilhões em mercadorias. Antes mesmo de sair do modo stealth, a empresa levantou US$ 4,5 milhões em financiamento liderado por First Round Capital e Pear VC. O objetivo principal é modernizar os despachantes aduaneiros, substituindo soluções limitadas, como software de reconhecimento óptico de caracteres, por sistemas de IA mais robustos e integrados.
CONCLUSÃO
A jornada de Sam Basu demonstra que oportunidades significativas de inovação persistem em setores menos visíveis da economia, onde a tecnologia ainda não penetrou profundamente. A Amari AI exemplifica como a IA pode transformar operações críticas, aumentando eficiência e reduzindo dependência de métodos ultrapassados. O sucesso inicial da startup sugere um potencial considerável para modernização em escala, beneficiando toda a cadeia de importação global.

