A notícia da morte do ídolo do basquete Oscar Schmidt, na tarde desta sexta-feira (17), gerou uma onda de comoção no esporte brasileiro e, principalmente, entre seus familiares. Em meio à dor da perda, parentes próximos usaram as redes sociais para compartilhar suas homenagens, destacando os exemplos e o legado deixado pelo atleta, que faleceu aos 68 anos após enfrentar um tumor cerebral por cerca de 15 anos.
O irmão, Tadeu Schmidt, jornalista e apresentador, foi um dos primeiros a se manifestar. Em uma publicação emocionada, ele escreveu: "Minha maior referência! Maior exemplo de dedicação e amor à profissão! Que história incrível você escreveu, meu irmão! Descanse em paz". A mensagem reflete não apenas o laço familiar, mas a admiração por uma carreira que transcendeu as quadras e se tornou símbolo de perseverança para muitos brasileiros.
Felipe Schmidt, filho de Oscar, pediu respeito para a família neste momento de luto e fez uma promessa ao pai. "Hoje o mundo perde um ídolo, e eu perco meu pai", disse. Em seguida, acrescentou: "Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. Você foi um exemplo de vida para mim, e eu nunca, nunca vou te esquecer". As palavras de Felipe mostram o impacto pessoal da figura paterna, que vai além das conquistas esportivas.
O legado de Oscar também ecoa em outras gerações da família. Bruno Schmidt, sobrinho do ídolo e jogador de vôlei de praia, agradeceu ao tio pelas memórias compartilhadas. "Hoje, além de um tio, perdi uma grande referência, o maior ídolo da história do basquete brasileiro, cujo nome carrego no meu. Ficam na memória e no coração as lembranças. Obrigado por tudo, Mão Santa, querido Tio!", afirmou. O apelido "Mão Santa", dado pela precisão nos arremessos, é uma lembrança carinhosa que permanece entre aqueles que o conheciam de perto.
A despedida de Oscar Schmidt será realizada de forma reservada, restrita aos familiares, conforme informou sua assessoria. A decisão atende ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento, respeitando a privacidade em um período de dor. O ex-jogador morreu em Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo, após passar mal em sua residência. De acordo com a Prefeitura local, ele foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, "já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida".
A repercussão da morte de Oscar Schmidt se estendeu além do círculo familiar. O Ministério do Esporte emitiu uma nota lamentando a perda, destacando que o atleta "inspirou gerações". Nas redes sociais e na mídia, tributos de ex-colegas, fãs e personalidades do esporte reforçaram a importância de sua trajetória, que inclui marcas históricas como ser o maior cestinha da seleção brasileira e um símbolo de resistência em quadra. Enquanto a família se prepara para o adeus reservado, o Brasil se une em luto para celebrar a vida de um verdadeiro ícone, cujo legado permanecerá vivo na memória coletiva do esporte nacional.

