A Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) registrou até a tarde desta segunda-feira (10) o cadastramento de 1.337 famílias em situação de vulnerabilidade social atingidas pelo tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná. A ação, que começou no último sábado (08), é parte de uma força-tarefa emergencial para identificar as vítimas da calamidade e permitir o acesso a recursos financeiros destinados à reconstrução de moradias.

O Governo do Estado anunciou a destinação de aproximadamente R$ 50 milhões do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap) para auxiliar na reconstrução do município. Conforme o plano, cada família cadastrada poderá receber até R$ 50 mil, com os detalhes do repasse a serem estabelecidos por decreto. Essa medida visa acelerar a recuperação das áreas afetadas e garantir suporte direto às pessoas mais necessitadas.

Equipes da assistência social da Sedef, em conjunto com a Defesa Civil, estão atuando no local desde o fim de semana, realizando um mapeamento detalhado das famílias impactadas. O trabalho inclui a aplicação de questionários para triagem e identificação das demandas mais urgentes, assegurando que o apoio chegue prioritariamente a quem mais precisa. As famílias podem procurar orientações e apoio na Paróquia Santo Antônio de Pádua, localizada na Rua Sete de Setembro, S/N, em Rio Bonito do Iguaçu.

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Durante visita ao município nesta segunda-feira, o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, enfatizou o compromisso do governo em oferecer proteção social e dignidade às vítimas. "Nosso compromisso é assegurar proteção social e dignidade às pessoas que estão enfrentando este momento difícil. Estamos mobilizando todos os recursos necessários para apoiar Rio Bonito do Iguaçu e outros municípios e reconstruir o que foi perdido", afirmou Carboni, destacando a atuação integrada do estado.

Além dos recursos do Fecap, os municípios atingidos poderão acessar verbas do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS), com um valor de referência de R$ 600 a cada quatro pessoas desabrigadas ou desalojadas que necessitem de abrigo provisório. Esses benefícios podem ser usados para manutenção de alojamentos, hospedagem em hotéis e pousadas, e pagamento de auxílios eventuais, como auxílio-natalidade, auxílio-funeral, vulnerabilidade temporária e calamidade pública.

Municípios que já possuem saldos em conta de recursos repassados pelo estado, como o Piso Único da Assistência Social (PAS), têm a flexibilidade de utilizar esses valores para atender necessidades imediatas da população. Para aqueles que decretaram situação de emergência ou calamidade pública, é necessário seguir um trâmite específico, incluindo o decreto municipal, o reconhecimento estadual da situação e o envio de um ofício à Coordenadoria de Proteção e Assistência Social (CPAS).

Essas iniciativas fazem parte de um esforço broader do Governo do Paraná, que também anunciou a construção emergencial de 320 casas em Rio Bonito do Iguaçu e a liberação de recursos para a construção de 37 novos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). O objetivo é não apenas reconstruir o que foi destruído, mas fortalecer a rede de proteção social em todo o estado, garantindo respostas rápidas e eficazes em situações de crise.