O Governo de São Paulo fechou a semana com uma iniciativa importante para a geração de renda e o empreendedorismo no interior do estado. Na última sexta-feira (20), a cidade de Américo Brasiliense, na região Central, sediou a 3ª edição da Feira de Empregos do Fundo Social, evento voltado especialmente para os formandos do 17º ciclo do programa Caminho da Capacitação. Embora a feira tenha encerrado, as oportunidades para quem busca alavancar seu negócio continuam abertas através de outras frentes de apoio.

Uma das principais portas de entrada para o empreendedorismo na região é o Banco do Povo Paulista (BPP), programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Os números impressionam: de janeiro de 2023 a fevereiro de 2026, a instituição concedeu R$ 35,2 milhões em microcrédito para empreendedores da região Central. A iniciativa é um alívio para quem tem um sonho de negócio, mas esbarra na falta de capital, oferecendo taxas reduzidas e condições facilitadas que tornam o investimento mais acessível.

A história da moradora de Taquaritinga, Sâmela Brambila, de 27 anos, é um exemplo concreto do impacto desse apoio. Ela saiu de um estúdio montado no próprio quarto e construiu um salão de beleza graças ao financiamento. “Na época, tinha apenas um sonho, mas não o capital para investir de uma só vez. Conheci o Banco do Povo e dei o pontapé inicial. Investi na sala da cabeleireira, comprei lavatório e cadeira. Os juros não são altos e consegui montar tudo rapidamente”, conta a empreendedora, que hoje vê seu negócio como uma conquista pessoal. “Ser dona do próprio negócio é também ser dona do próprio caminho. Crescer exige coragem, resiliência e assumir responsabilidades. Não é um caminho fácil, mas é uma forma de crescimento pessoal, que transforma não só o que fazemos, mas quem nos tornamos no processo”, reflete.

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Para quem se interessou, a porta ainda está aberta. Empreendedores da região Central podem procurar a unidade do Banco do Povo para receber orientação sobre as linhas de crédito disponíveis e iniciar o processo de solicitação. Mais informações estão disponíveis no site www.desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br.

Além do acesso ao crédito, o governo paulista também tem olhado com carinho para o setor criativo. Através do programa Empreendedor Artesão, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico valoriza o artesanato local, oferecendo reconhecimento profissional com a Carteira Nacional do Artesão, além de ações de qualificação e participação em feiras e eventos. O objetivo é claro: fortalecer a categoria como uma atividade econômica viável e uma fonte de renda para milhares de profissionais.

Elisete Bollis, de 62 anos, residente em Santa Rita do Passa Quatro, é uma das artesãs que busca transformar paixão em profissão. Ela passou a se dedicar mais ao trabalho manual em 2016, após se aposentar, e encontra no artesanato um refúgio e uma oportunidade. “Artesanato é prazer, é terapêutico, é a oportunidade de estar em contato com a natureza e comigo mesma”, comenta. Suas peças, feitas com fibras naturais como taboa, fibra de bananeira e casca de coqueiro, são um testemunho dessa conexão. Agora, ela busca no programa o conhecimento técnico para transformar esse talento em renda. “Espero aprender um pouco sobre como vender, pois minha dificuldade é precificar e realizar a venda”, explica.

Para participar do Empreendedor Artesão, é preciso ter no mínimo 16 anos, apresentar uma peça pronta e produzir outra demonstrando todas as etapas da técnica, além de passar por avaliação de especialistas locais. Os interessados podem encontrar todas as informações e o passo a passo da inscrição no site www.empreendedorartesao.sp.gov.br.

Juntas, essas iniciativas mostram um esforço do estado em criar um ecossistema favorável ao empreendedorismo, seja através do crédito acessível para pequenos negócios, seja pelo apoio ao artesanato como atividade econômica. Para muitos, como Sâmela e Elisete, esses programas não são apenas uma ajuda financeira, mas um caminho para realizar sonhos e construir uma vida com mais autonomia e realização pessoal.