O feriado de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, está movimentando o turismo no interior do estado fluminense. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) mostra que a ocupação média hoteleira nas regiões do interior alcança 79,81%, sinalizando um aquecimento significativo no setor.
O presidente da ABIH-RJ, José Domingo Bouzon, destacou a diversidade de opções que o interior oferece aos visitantes. Segundo ele, o estado conta com "de cidades na serra a praias paradisíacas, aliadas a muita cultura e gastronomia de alta qualidade. E os visitantes têm à disposição uma rede hoteleira muito diversificada, desde pousadas a resorts de padrão internacional".
Entre as regiões mais procuradas pelos turistas, Miguel Pereira lidera com 92,30% de ocupação, seguida por Arraial do Cabo (91,10%), Angra dos Reis (90,10%), Paraty (83,50%), Armação dos Búzios (80,50%), Nova Friburgo (79,80%), Rio das Ostras (78,20%), Cabo Frio (77,80%), Macaé (75,30%), Petrópolis (74,40%), Barra do Piraí/Ipiabas (74,20%), Vassouras (74,10%), Valença/Conservatória (73,40%), Teresópolis (72,60%) e Itatiaia/Penedo (66,70%).
Para o secretário de Estado de Turismo do Rio de Janeiro (Setur-RJ), Gustavo Tutuca, os números confirmam que a estratégia de fortalecer o turismo no interior está no caminho certo. "Temos investido fortemente na divulgação dos destinos do interior, mostrando que o Rio de Janeiro vai muito além da capital. Esses índices de ocupação mostram que o turista está respondendo positivamente, movimentando a economia local e gerando emprego e renda nas regiões turísticas".
Segundo Tutuca, o bom desempenho é reflexo direto do trabalho contínuo de promoção turística realizado pela Setur-RJ e pela TurisRio, que vem intensificando ações de divulgação dos destinos do interior, valorizando a diversidade de experiências oferecidas pelas regiões turísticas do estado.
O contexto do feriado de São Sebastião, celebrado em 20 de janeiro, tradicionalmente atrai turistas para o estado, mas a pesquisa indica uma mudança no fluxo, com maior procura por destinos fora da capital. Essa tendência reforça a importância das políticas públicas de turismo voltadas para o desenvolvimento regional.
Além do impacto econômico direto na hotelaria, o movimento turístico beneficia outros setores como comércio, gastronomia, transporte e serviços locais, criando um efeito multiplicador na geração de emprego e renda nas cidades do interior fluminense.

