O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o governo federal tem ampliado as ações de preservação da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro e fundamental para a biodiversidade do país. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Capobianco ressaltou que a Caatinga serve como uma importante barreira natural contra a desertificação, um processo que vem se intensificando com o desmatamento excessivo.

"A Caatinga é um bioma fascinante, de uma beleza paisagística incrível e de uma biodiversidade também incrível. As pessoas, quando pensam no Brasil, pensam na Amazônia. Quando muito, na Mata Atlântica", afirmou o ministro. Ele completou: "Mas esquecem que o Brasil possui seis biomas absolutamente diferentes e complexos, que fazem do país a maior biodiversidade do planeta".

Capobianco alertou que o desmatamento descontrolado na região tem contribuído diretamente para o avanço da desertificação, tornando a conservação da Caatinga uma prioridade ambiental urgente. "Está demonstrado que a destruição e o desmatamento excessivo da Caatinga vêm provocando a expansão da área em processo de desertificação no país", explicou.

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O ministro informou que o Brasil já concluiu o plano nacional de ações para cumprir a Convenção de Combate à Desertificação, acordo internacional que será apresentado na Conferência das Partes (COP 17), marcada para agosto, na Mongólia. Segundo ele, o plano desenvolve medidas específicas para conter processos de degradação do solo, com foco especial nas áreas de Caatinga.

Entre as iniciativas em andamento, Capobianco destacou o lançamento do programa Recatingar, voltado à recuperação de áreas degradadas e à substituição de atividades econômicas predatórias por práticas sustentáveis. O programa contará com a participação dos estados do Nordeste, que devem discutir ações conjuntas em reunião prevista para a primeira semana de maio, em Brasília.

A Caatinga, que ocupa cerca de 10% do território nacional, é considerada um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com menos de 10% de sua área original protegida por unidades de conservação. Sua preservação é crucial não apenas para a biodiversidade, mas também para as comunidades locais que dependem de seus recursos naturais para sobreviver.

O governo federal espera que, com o plano nacional e programas como o Recatingar, seja possível reverter o processo de degradação e garantir a sustentabilidade desse bioma único, que é patrimônio exclusivo do Brasil.