Com a chegada do carnaval, o Ministério da Saúde intensificou suas ações de conscientização sobre a importância do uso de preservativos e outros métodos de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A campanha, que tem como mote "Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado", é direcionada principalmente aos jovens e jovens adultos, grupo onde se observa uma preocupante queda na adesão às medidas de proteção.
Em nota oficial, a pasta informou que, nos últimos três meses, foram distribuídos aos estados 138 milhões de preservativos para reforçar os estoques e atender à demanda do período carnavalesco. Desse total, cerca de 132 milhões são preservativos externos, incluindo duas novas versões que passaram a ser oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025: a texturizada e a ultrafina. Além disso, foram distribuídos 3,8 milhões de preservativos internos de látex ou nitrílica.
A novidade busca aumentar a adesão ao uso de preservativos, método efetivo na prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de evitar gestações não planejadas, destacou o ministério. A diversificação da oferta visa tornar o produto mais atraente e atender às diferentes preferências da população, respondendo a um desafio identificado nos últimos anos: a queda no uso de preservativos, sobretudo entre os jovens.
Dados do ministério indicam que 60% da população brasileira não usa preservativos durante as relações sexuais. A última edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com pessoas de 18 anos ou mais, mostrou que, nos 12 meses anteriores à entrevista, apenas 22,8% relataram usar preservativo em todas as relações sexuais, enquanto 17,1% afirmaram usar às vezes e 59% declararam não usar nenhuma vez.
Essa tendência de queda não é exclusividade do Brasil. Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório realizado em diversos países europeus, apontando a redução do uso de preservativos no público jovem. Diante desse cenário, a campanha do Ministério da Saúde reforça toda a oferta de proteção disponível no SUS, lembrando que a prevenção pode ser feita de forma combinada.
Além do uso de preservativos, a população tem acesso à vacinação contra hepatites, à testagem rápida para ISTs, ao uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) e da profilaxia pós-exposição (PEP). A campanha também se conecta a outras iniciativas de conscientização para o período, como a campanha "Não é não!", que alerta sobre assédio durante o carnaval, e orientações sobre a exposição de crianças nas redes sociais.
Para curtir o carnaval com segurança, o ministério orienta os foliões a seguir algumas dicas básicas: beber água para se hidratar, usar protetor solar, vacinar-se contra a febre amarela se for viajar para áreas de mata, prevenir-se contra o HIV, as hepatites B e C, a sífilis e outras ISTs e, se necessário, procurar uma unidade de saúde. A mensagem central é que a prevenção deve ser uma prática constante, não apenas durante a folia, mas ao longo de todo o ano.

