A Polícia Militar Ambiental e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta terça-feira (25), a Operação "Bancada", uma ação de combate a influenciadores digitais envolvidos na fabricação e soltura ilegal de balões. A operação, que teve duração de seis meses de investigações, resultou no cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão na capital paulista e região metropolitana, com o objetivo de desarticular redes criminosas que promovem e lucram com essa prática perigosa.
De acordo com as autoridades, a investigação identificou os principais responsáveis por essas atividades, que vão além da simples confecção e venda de balões. Os suspeitos utilizavam plataformas de redes sociais para normalizar e monetizar o ato, incentivando a participação de seguidores e transformando um crime ambiental em conteúdo viral. Essa exposição online, segundo os investigadores, contribuiu para banalizar uma ação que coloca em risco o meio ambiente e a segurança pública, podendo causar incêndios florestais e até mesmo acidentes aéreos graves.
Para assegurar o sucesso da operação, foram mobilizados 170 policiais militares, que atuaram nos endereços ligados aos investigados. Além das buscas, o Poder Judiciário determinou a suspensão e o bloqueio de contas e perfis utilizados pelos suspeitos nas redes sociais. Essas medidas visam cortar a fonte de engajamento e renda associada ao conteúdo criminoso, impedindo que a prática continue a se espalhar digitalmente.
A fabricação, armazenagem, transporte ou soltura de balões é tipificada como crime na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), podendo resultar em penas de detenção e multas. A operação "Bancada" segue em andamento, com as autoridades coletando evidências e aprofundando as investigações para responsabilizar todos os envolvidos. Esse caso evidencia como as redes sociais podem ser instrumentalizadas para atividades ilegais, exigindo uma resposta coordenada entre forças de segurança e o sistema judiciário para proteger a sociedade e o patrimônio natural.

