A Polícia Civil de São Paulo desmantelou, no último domingo (12), uma organização criminosa dedicada à promoção de rinhas de aves silvestres e maus-tratos a animais. A ação, batizada de Operação Pássaro Livre, resultou na prisão de 49 pessoas, com idades entre 29 e 76 anos, no bairro Santa Cecília, na capital paulista. Os detidos foram flagrados em um imóvel que, aparentemente, funcionava como revenda de veículos, mas servia de arena para disputas ilegais entre canários-da-terra.
Agentes da 1ª Delegacia de Investigações de Infrações contra o Meio Ambiente (Diima), vinculada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), conduziram a operação após um trabalho investigativo minucioso. Segundo o boletim de ocorrência, o local estava equipado com uma estrutura montada especificamente para as rinhas, atraindo participantes de diferentes regiões da cidade. Durante a abordagem, os policiais encontraram dezenas de gaiolas de transporte e centenas de aves mantidas em condições precárias.
O cenário era de crueldade e ilegalidade. Parte dos investigados admitiu participar de apostas e ter levado aves para as rinhas, prática que configura crime ambiental. Ao todo, foram resgatadas 307 aves e três ovos, sendo que um dos pássaros já estava morto no momento da apreensão. Além dos animais, a polícia apreendeu diversos celulares, documentos, máquinas de cartão, valores em dinheiro e veículos utilizados para transportar os animais até o evento.
A perícia do Instituto de Criminalística (IC) foi acionada para analisar o local, enquanto a Guarda Civil Metropolitana Ambiental deu suporte no encaminhamento das aves resgatadas. O caso foi registrado na 1ª Delegacia da Diima sob os crimes de matar espécimes da fauna silvestre, praticar ato de abuso a animais e localização/apreensão de veículo, evidenciando a gravidade das infrações.
Esta operação reforça o combate aos crimes contra a fauna no estado de São Paulo, destacando a importância de denúncias e da atuação especializada de órgãos como a Diima. As aves resgatadas agora passam por cuidados veterinários, e os investigados enfrentam processos judiciais que podem resultar em penas severas, incluindo multas e prisão, conforme a legislação ambiental brasileira.

