O sol de domingo no Memorial da América Latina não traz apenas o calor típico de São Paulo, mas uma energia elétrica que só o heavy metal é capaz de proporcionar. Entre as milhares de camisas pretas que circulam pelo Bangers Open Air, uma história em particular chama a atenção pela profundidade do laço entre pai, filho e ídolo.

Cid Gonçalves, diretor escolar e metalhead convicto, caminha orgulhoso ao lado do filho, Adrian. O nome do jovem não é fruto do acaso: é uma homenagem viva a Adrian Smith, lendário guitarrista do Iron Maiden, que se apresentou no festival com o projeto Richie/Kotzen ao lado de Richie Kotzen.

Para Cid, o heavy metal nunca foi apenas barulho. Foi sobrevivência. “Encontrei no peso do metal uma forma de expressar e canalizar minha raiva”, confessa o diretor. Em uma adolescência marcada por questões pessoais, a música serviu como válvula de escape. “Com o tempo, aprendi a usar o metal para controlar essa emoção, em vez de descontar em alguém. Hoje, sou uma pessoa equilibrada graças a esses riffs”, explica.

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A escolha pelo Iron Maiden como banda do coração veio dessa dualidade. Cid, que se define como sentimental, encontrou na Donzela de Ferro a tradução sonora de sua personalidade: o peso técnico aliado a melodias velozes e emocionantes. A admiração por Adrian Smith foi tão profunda que moldou a identidade do filho, que agora compartilha não apenas o nome, mas a paixão pelo metal.