A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná concluiu nesta semana um importante ciclo de capacitação que reuniu 84 profissionais da Rede de Urgência para aprimorar o cuidado às gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos em situações de emergência. A última etapa do treinamento aconteceu na terça-feira (25) e na quarta-feira (26) no Centro Estadual de Simulação Realística da Sesa, localizado em Curitiba.
O curso teve como objetivo principal reforçar os protocolos assistenciais e de regulação, alinhados às diretrizes estaduais da Linha de Cuidado Materno-Infantil e à Nota Técnica nº 01/2025, que normatiza a organização e o transporte regulado de gestantes e neonatos em todo o território paranaense. Na fase final, participaram profissionais das macrorregiões Norte e Noroeste do estado, com o propósito de fortalecer a resposta assistencial de emergência em todas as regiões.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou a importância estratégica da iniciativa para a proteção das mães e bebês paranaenses. "A capacitação das nossas equipes de urgência é um investimento na redução da mortalidade materna e infantil, que é o nosso indicador mais sensível. Estamos padronizando condutas, integrando o SAMU e as unidades de origem ao serviço aeromédico para garantir segurança desde o primeiro atendimento até a referência hospitalar", afirmou o secretário.
O Centro Estadual de Simulação Realística do Paraná, onde ocorreu a capacitação, foi inaugurado recentemente pelo Governo do Estado com o objetivo de qualificar continuamente os profissionais do SUS em todo o Paraná. A estrutura foi viabilizada por meio de uma parceria estratégica entre a Sesa, o Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT) e a Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP), representando um investimento que integrou a marca dos R$ 26,8 milhões direcionados para melhorias também no Hospital do Trabalhador.
Durante as atividades práticas e teóricas, foram abordados temas centrais para garantir a segurança da mãe e do bebê em situações críticas. A capacitação focou especialmente em como decidir o melhor caminho e o meio de transporte mais adequado para cada paciente, seja por ambulância terrestre ou por aeronave (serviço aeromédico) em casos que exigem maior urgência.
Os profissionais foram treinados para lidar com as principais emergências durante o parto e com problemas graves que podem surgir no recém-nascido, além de terem acesso a detalhamentos sobre os fluxos assistenciais que garantem comunicação eficiente e transferência segura da paciente entre a unidade de saúde, o SAMU e o hospital de referência.
Um dos aspectos mais relevantes abordados na capacitação foi a discussão sobre o transporte de misericórdia, que trata do manejo adequado de pacientes em situações extremas ou terminais. "A iniciativa visa aprimorar a assistência, garantindo tempo-resposta adequado, continuidade do cuidado e redução de riscos maternos e infantis", explicou Giovana Fratin, da Gerência de Atenção às Urgências da Sesa.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, reforçou a importância técnica do curso: "A iniciativa visa padronizar condutas, fortalecer a integração regional e aprimorar a resposta assistencial em situações de urgência e emergência obstétrica e neonatal, a continuidade do cuidado e a redução de riscos maternos e perinatais".
Com foco na replicação do conhecimento, a Sesa estabeleceu que os 84 profissionais capacitados neste treinamento têm agora a missão de multiplicar o conteúdo em suas regionais de Saúde, aprimorando os protocolos e o atendimento em nível regional e ampliando significativamente a capacidade de resposta da rede estadual de saúde.
Esta ação integra um conjunto de medidas do Governo do Paraná para fortalecer o SUS no estado, seguindo as diretrizes nacionais de saúde e buscando excelência no atendimento à população, especialmente nos casos que envolvem a vida de mães e bebês em situações de vulnerabilidade.

