A qualidade na entrega de serviços públicos e a capacidade de resposta rápida do Estado em situações de emergência foram os temas centrais da audiência pública sobre a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, realizada nesta terça-feira (11) na Assembleia Legislativa do Paraná. O evento reuniu representantes das secretarias da Fazenda e do Planejamento, deputados estaduais, membros da sociedade civil e do setor produtivo para debater a construção do orçamento do próximo ano.
De acordo com os dados apresentados, o orçamento do Paraná para 2026 será de R$ 81,6 bilhões, o maior valor já registrado na história do Estado. Este montante supera em 4% o recorde anterior estabelecido pela Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, que foi de R$ 78,7 bilhões. "É preciso fazer com que esses recursos cheguem a quem precisa, seja na forma de serviços ou da pronta resposta em casos de necessidade", afirmou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
O secretário destacou que a rápida ação do Estado diante da tragédia em Rio Bonito do Iguaçu, cidade devastada por um tornado no último fim de semana, exemplifica a importância de um orçamento bem discutido e executado. "Tão importante quanto o orçamento em si, é sua execução. É aquilo que o Estado de fato entrega para o cidadão", disse Ortigara. "É como ele enxerga e vivencia os números que apresentamos aqui. Por isso, elaboramos uma PLOA que seja factível e estamos continuamente trabalhando com os demais órgãos para fazer com que todas essas entregas aconteçam".
Os investimentos foram apontados como especialmente cruciais, por terem o poder de transformar regiões inteiras e impactar diretamente a qualidade de vida da população paranaense. Para 2026, o Estado quebrará outro recorde: a PLOA propõe R$ 7,1 bilhões em investimentos em todo o território, valor 11% superior aos R$ 6,3 bilhões previstos na LOA de 2025.
Apesar das projeções otimistas, o secretário da Fazenda alertou para alguns desafios econômicos que podem afetar o orçamento no próximo ano. Entre eles estão a desaceleração da arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em nível nacional, a manutenção da taxa de juros em 15% por um período prolongado e os impactos da isenção do imposto de renda para os estados. "Apresentamos uma PLOA factível, temos uma projeção de crescimento e queremos fazer isso com responsabilidade. Por isso mesmo, é nosso dever ficar atentos a esses movimentos da economia para sabermos se vão ter impacto ou não em nosso orçamento", explicou Ortigara.
A audiência pública também se destacou pela participação popular, seguindo o modelo adotado em 2024. Representantes da sociedade civil e do setor produtivo acompanharam as discussões e contribuíram com sugestões para o aprimoramento da proposta orçamentária. Para o diretor do Orçamento Estadual, Tadeu Cavalcante, essa envolvimento é fundamental. "A população participou ativamente de todas as etapas da criação do orçamento de 2026. Muito nos alegra ver essa participação ativa da sociedade, pois é algo que dá muito mais transparência e força ao orçamento", afirmou.
Com a conclusão da audiência pública, a PLOA 2026 seguirá para as próximas etapas de tramitação na Assembleia Legislativa. A Comissão de Orçamento da Casa deverá elaborar um relatório considerando as sugestões apresentadas, que posteriormente será submetido à votação pelos deputados estaduais.

