O Paraná assumiu a liderança nacional no crescimento do comércio varejista em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) apontou que o estado registrou alta de 2,9% no volume de vendas em relação a janeiro, desempenho quase cinco vezes superior à média nacional, que ficou em 0,6%.

O resultado coloca o Paraná no topo do ranking entre as unidades da federação, à frente da Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,5%) e Paraíba (2,4%). Na região Sul, o estado também se destaca com ampla vantagem, superando o Rio Grande do Sul (1,8%) e Santa Catarina (1%). Apenas 17 das 27 unidades da federação tiveram resultado positivo no período.

A pesquisa do IBGE analisa o comportamento do comércio varejista do país com indicadores da receita e volume de vendas de empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas. Os números refletem um cenário de recuperação e fortalecimento do setor no estado, que mantém ritmo positivo ao longo do ano.

Publicidade
Publicidade

No acumulado de 2026, o setor varejista paranaense cresceu 3,3%, o dobro da média nacional (1,5%). Já no acumulado dos últimos doze meses, o resultado chega a 2,8%, também à frente da média nacional de 1,4%. É importante destacar que esses dados não englobam os setores de veículos e construção civil, focando especificamente no varejo tradicional.

O bom desempenho se estende ao comércio varejista ampliado, que inclui atividades complementares. Nesse recorte, o Paraná registrou crescimento de 3,7% em fevereiro na comparação com janeiro, resultado 3,7 vezes maior que a média nacional, que foi de 1% no período. O desempenho é o terceiro melhor do país, atrás apenas de Mato Grosso do Sul (6,2%) e da Bahia (5,4%). Na região Sul, o estado lidera com folga, seguido por Santa Catarina (2,2%) e Rio Grande do Sul (0,2%).

No primeiro bimestre do ano, o avanço do comércio no estado foi puxado principalmente por segmentos ligados ao consumo das famílias. O destaque ficou para o setor de artigos de uso pessoal e doméstico, com alta expressiva de 15,3%. Também contribuíram para o resultado os artigos farmacêuticos (8,8%), hipermercados e supermercados (5,7%), tecidos e vestuário (3,4%) e eletrodomésticos (0,7%).

A pesquisa do IBGE mostra ainda avanço na receita nominal do comércio ampliado paranaense. Entre janeiro e fevereiro, a receita cresceu 2,6%, resultado quase três vezes superior ao nacional, que registrou alta de 0,9%. No acumulado de 12 meses, o estado apresenta crescimento de 3% na receita, reforçando o cenário de expansão sustentada do setor.

Esses números se somam a outros indicadores positivos da economia paranaense. Recentemente, o estado fechou o primeiro trimestre de 2026 com 53,4 mil novas empresas, representando alta de 16,1%. Além disso, os setores de serviços e turismo também cresceram acima da média nacional nos últimos 12 meses, consolidando um ambiente favorável para os negócios.

Os dados reforçam a resiliência e o dinamismo da economia do Paraná, que segue se destacando no cenário nacional mesmo diante de desafios macroeconômicos. O desempenho do varejo é visto como um termômetro importante do consumo interno e da confiança dos consumidores, fatores essenciais para o crescimento sustentável.