O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou a prorrogação do prazo para que empresas com 100 ou mais funcionários publiquem o Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. O novo prazo vai até o dia 6 de abril, estendendo o prazo original que terminaria em 31 de março. A medida visa garantir que as empresas tenham tempo suficiente para coletar e publicar informações detalhadas sobre os critérios de remuneração para homens e mulheres em suas organizações.
De acordo com o MTE, a prorrogação ocorreu devido a problemas técnicos no acesso aos dados necessários para a elaboração do relatório. As empresas podem acessar todas as informações sobre o documento e baixar os modelos necessários através do portal Emprega Brasil. Após o download, os empregadores devem publicar o relatório em seus canais institucionais, como sites, redes sociais ou outros meios equivalentes, garantindo fácil acesso e ampla visibilidade para trabalhadores e para o público em geral.
Esta obrigatoriedade está prevista na Lei nº 14.611, sancionada em 3 de julho de 2023, que estabelece a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens como norma obrigatória no Brasil. A legislação determina que empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas concretas para garantir essa igualdade, incluindo transparência salarial, mecanismos de fiscalização e canais seguros para denúncias de discriminação.
A publicação do relatório pelas empresas é obrigatória. O descumprimento pode resultar na aplicação de multa, conforme previsto na legislação. O MTE faz o monitoramento e a fiscalização do cumprimento da exigência, destacou o ministério em comunicado oficial. As empresas devem apresentar o relatório com as informações duas vezes ao ano, sendo esta a primeira publicação do ciclo referente a 2025.
O documento em questão reúne informações referentes ao período de janeiro a dezembro de 2025, além de dados complementares enviados pelos empregadores. Após o prazo final de 6 de abril, a expectativa do MTE é consolidar todos os dados recebidos e publicar a quinta edição do relatório ainda no mês de abril, oferecendo uma visão abrangente sobre a situação da igualdade salarial no país.
Esta iniciativa representa um passo importante na luta contra a desigualdade salarial de gênero no Brasil, um problema histórico que afeta milhões de trabalhadoras. Ao exigir transparência das empresas, a lei busca não apenas identificar disparidades, mas também criar um ambiente de maior responsabilidade corporativa e conscientização sobre a importância da equidade remuneratória.
Para os trabalhadores, a publicação desses relatórios significa maior acesso a informações sobre como as empresas estão lidando com a questão salarial, permitindo que identifiquem possíveis desigualdades e utilizem os canais de denúncia disponíveis quando necessário. Para as empresas, representa a necessidade de revisar e ajustar suas políticas remuneratórias para garantir conformidade com a legislação e promover um ambiente de trabalho mais justo e igualitário.

