O primeiro choro que ecoou pelos corredores da nova Maternidade Maria de Lourdes Elias Nunes, em Paranaguá, veio de Helena Tavares dos Santos, nascida às 04h11 desta quinta-feira (09). Filha de Maria Izabel Tavares, moradora de Pontal do Paraná, a bebê não apenas inaugurou simbolicamente a unidade vinculada ao Hospital Regional do Litoral (HRL), mas também representou a concretização de um investimento de R$ 11,2 milhões do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Helena não foi a única: ao longo do mesmo dia, outros cinco partos foram realizados, demonstrando que a nova realidade da região garante previsibilidade, segurança e um futuro mais acolhedor para as futuras mães do Litoral paranaense. Os atendimentos na unidade começaram oficialmente na quarta-feira (08), após um período de trabalhos estratégicos e higienização terminal – um processo minucioso de desinfecção profunda que prepara o ambiente hospitalar para receber pacientes com risco zero de contaminação.

No primeiro dia de funcionamento pleno, a movimentação na unidade confirmou a alta demanda regional: foram 58 atendimentos no pronto atendimento obstétrico, sete internamentos para trabalho de parto e outros sete para realização de cesáreas, totalizando as primeiras 14 internações da nova estrutura. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou a importância da entrega: "A abertura desta maternidade é um marco de respeito e dignidade para as mulheres do nosso Litoral. Mais do que uma obra de 1,2 mil metros quadrados, entregamos para a população um conceito de atendimento humanizado e seguro".

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A unidade agora é referência para os sete municípios do Litoral: Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, Guaratuba, Antonina, Morretes e Guaraqueçaba. Com 23 leitos de internação e três de observação, a estrutura foi concebida sob as melhores práticas assistenciais, priorizando o bem-estar da gestante e do recém-nascido. Um dos principais diferenciais são os cinco leitos do tipo PPP (pré-parto, parto e pós-parto), que permitem que todo o processo ocorra no mesmo ambiente privativo, promovendo maior conforto e vínculo entre mãe e bebê.

O modelo de assistência prioriza o protagonismo da mulher, oferecendo métodos não farmacológicos de alívio da dor, como aromaterapia, musicoterapia, bolas suíças e banhos mornos. Para a diretora de Enfermagem da unidade, Juliana Queiroz Araújo, o momento é histórico: "Acredito profundamente que cada mãe merece ser acolhida com respeito e segurança. Trabalhamos para oferecer um atendimento sensível e centrado na mulher".

O suporte é garantido por uma equipe multiprofissional integrada por obstetras, pediatras, enfermeiras obstetras, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais. No caso de Helena, o protocolo da "Golden Hour" (Hora de Ouro) foi aplicado, assegurando contato pele a pele e amamentação na primeira hora de vida – uma prática que estabiliza a temperatura e a respiração do recém-nascido, sela o vínculo afetivo imediato e garante proteção biológica desde os primeiros segundos.