Com o avanço do Projeto Brotar – que realiza o censo de saneamento nas áreas rurais de 371 municípios paulistas –, as comunidades contempladas pela pesquisa precisam saber identificar corretamente os recenseadores que visitam as propriedades. A iniciativa, que vai até dezembro de 2026, é o primeiro passo para levar rede de água e esgoto a mais de 820 mil domicílios que antes não eram atendidos pela Sabesp por questões contratuais.

O censo começa com um formulário, respondido pela população das residências mapeadas. As informações coletadas são essenciais para direcionar investimentos e obras necessárias em cada região. Todo o processo é intermediado por um entrevistador de campo, que estará sempre devidamente identificado.

Para garantir a segurança das comunidades, todos os profissionais em campo devem seguir rigorosamente um padrão visual estabelecido. Na vestimenta, é obrigatório o uso de colete e boné com a logomarca oficial do “Projeto Brotar”. Além disso, eles portam um crachá visível contendo nome, foto e identidade visual do programa. A coleta de dados é realizada digitalmente via aplicativo em dispositivos móveis.

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A operação conta com suporte direto da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo. A estratégia de proteção inclui a divulgação de informações oficiais em grupos de WhatsApp das comunidades rurais e o apoio do programa Vizinhança Solidária da Polícia Militar, além dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs) para validar a presença das equipes.

A orientação é clara: a população deve responder ao formulário apenas para agentes devidamente caracterizados. A presença desses profissionais é fundamental para mapear as soluções tecnológicas de saneamento que serão instaladas em cada propriedade, visando a universalização do serviço.

Vale lembrar que o ano de 2033 é a data limite para a universalização do saneamento básico no Brasil. No entanto, a Sabesp decidiu antecipar este prazo para 2029 nos municípios atendidos pela companhia. O Projeto Brotar é executado pela Sabesp em parceria com o Laboratório de Informações Estratégicas Agroambientais do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.