A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) realizou na última sexta-feira, 20 de setembro, em Presidente Prudente, uma agenda regional de saneamento que reuniu prefeitos e autoridades estaduais do Alto e Baixo Paranapanema. O encontro apresentou resultados recentes e detalhou um novo ciclo de investimentos voltado para a universalização do acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto até 2029.

Nos 26 municípios participantes, os investimentos somam R$ 1,18 bilhão entre 2024 e 2029. Desse total, R$ 102,5 milhões já foram executados entre 2024 e 2025, e R$ 1,08 bilhão está programado para o período de 2026 a 2029. O diretor de Relações Contratuais e Institucionais da Sabesp, Meunim Oliveira Júnior, destacou: "Estamos vivendo um novo ciclo de investimentos no saneamento, com um volume de recursos muito superior ao contrato anterior e foco claro na universalização até 2029. Encontros como este têm justamente o objetivo de fortalecer o diálogo com prefeitos e lideranças regionais, alinhar prioridades de obras e ampliar políticas como a tarifa social, garantindo que os benefícios desse avanço cheguem efetivamente à população".

Em Presidente Prudente, cidade-sede do evento, a Sabesp prevê investimentos totais de R$ 550,7 milhões até 2029. Desse montante, R$ 58 milhões foram realizados entre o segundo semestre de 2024 e 2025, e R$ 492,6 milhões estão programados para 2026 a 2029. Os recursos serão destinados à ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além de melhorias operacionais e serviços complementares.

Publicidade
Publicidade

Desde 2024, o município registrou 4.196 novas ligações de água em áreas urbanas e 81 em áreas informais e rurais, além de 4.587 novas conexões de coleta de esgoto urbanas e 86 em áreas informais e rurais. No tratamento de esgoto, foram 3.839 novas economias atendidas. Outro avanço significativo foi na tarifa social: o número de economias enquadradas nessa modalidade passou de 2.140 para 10.650, ampliando o acesso da população de baixa renda aos serviços de saneamento.

O investimento médio por habitante na região também teve um salto expressivo. O indicador passou de R$ 43 por habitante/ano no contrato anterior para R$ 202 no novo contrato, refletindo a ampliação da capacidade de investimento e a aceleração das metas de universalização.

Na região como um todo, que abrange 110 municípios do agrupamento Alto e Baixo Paranapanema, a Sabesp já investiu mais de R$ 372,8 milhões entre julho de 2024 e dezembro de 2025 e prevê R$ 4,1 bilhões adicionais entre 2026 e 2029. Nesse período, o número de usuários beneficiados por tarifas sociais passou de 23,5 mil em junho de 2024 para 118,6 mil em fevereiro de 2026.

O acesso aos serviços também se expandiu consideravelmente. Desde 2024, houve atendimento adicional a 78 mil novas economias urbanas de água e mais de 21 mil em áreas informais e rurais, além de 71 mil novas economias urbanas de coleta de esgoto e mais de 16 mil em áreas informais e rurais, com mais de 81 mil economias atendidas por tratamento de esgoto.

Entre as principais intervenções previstas para 2026 a 2029 nos 26 municípios da região estão a implantação de aproximadamente 200 quilômetros de redes de água, 214,6 quilômetros de redes de esgoto, 26 estações elevatórias de esgoto, 17 estações de tratamento de esgoto (ETEs), 2 estações elevatórias de água tratada, 1 estação de tratamento de água (ETA) e 2 estações elevatórias de água bruta. Essas obras fazem parte do programa de expansão da infraestrutura de saneamento e visam fortalecer a segurança hídrica, ampliar a coleta e o tratamento de esgoto e melhorar as condições ambientais.

Os investimentos regionais integram um contexto estadual mais amplo. Em 2025, o Estado de São Paulo recebeu o maior investimento da história para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado: R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado pela desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo, com o objetivo de acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para 2029.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de SP, Natália Resende, afirmou: "Esses investimentos fortalecem a proteção dos recursos hídricos, reduzem a poluição, melhoram a qualidade de vida das pessoas e promovem desenvolvimento sustentável em todas as regiões do estado". Em pouco mais de um ano após a privatização, a Sabesp reduziu em cerca de 22% o volume de esgoto lançado sem tratamento adequado na região metropolitana de São Paulo, equivalente a 5.500 piscinas olímpicas a menos por mês, com impacto direto na proteção de mananciais como Tietê, Guarapiranga e Billings.