O Governo de São Paulo destinou R$ 253 milhões para ações de desassoreamento em rios de 160 municípios espalhados por todas as regiões do estado. O investimento, que já resultou na retirada de 3,969 milhões de metros cúbicos de sedimentos, tem como objetivo principal fortalecer a resiliência hídrica na região, garantindo maior segurança no abastecimento de água para a população.

As intervenções são realizadas por meio do programa Rios Vivos, uma iniciativa da SP Águas, agência estadual vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. O programa opera em parceria com as prefeituras, que aderem voluntariamente à ação e assumem responsabilidades como o licenciamento ambiental, o destino adequado dos resíduos retirados e a manutenção das áreas recuperadas.

Em declaração oficial, a diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana, destacou a importância da iniciativa: "O Programa Rios Vivos reforça o compromisso do Estado com a gestão responsável dos nossos recursos naturais", afirmou. "O desassoreamento é uma etapa fundamental para ampliar a capacidade de vazão dos rios, reduzir riscos de enchentes e garantir maior segurança hídrica para a população. Cada trecho recuperado fortalece a resiliência dos nossos sistemas hídricos e prepara o Estado para enfrentar períodos de estiagem e eventos climáticos extremos."

Publicidade
Publicidade

O desassoreamento é reconhecido como uma das principais medidas para combater a escassez hídrica. Nos rios, a remoção de sedimentos aumenta a capacidade de escoamento da água, facilitando o recebimento de contribuições dos mananciais. Já nos reservatórios de abastecimento público, a prática amplia o volume útil de armazenamento, assegurando mais água disponível durante os períodos de seca.

Além de reforçar a disponibilidade hídrica e a segurança do abastecimento, o programa Rios Vivos promove a limpeza e a recuperação dos cursos d'água, melhorando a fluidez e o escoamento superficial. Essas ações também contribuem para restaurar as condições naturais da biodiversidade aquática, recuperar o curso normal dos rios e aumentar a disponibilidade de água para irrigação em áreas agrícolas afetadas pelo assoreamento.

Com esse investimento maciço, o Governo de São Paulo demonstra seu empenho em enfrentar a crise hídrica de forma estrutural, priorizando soluções que beneficiam diretamente a população e o meio ambiente. O programa segue como um eixo central das políticas públicas estaduais para a gestão sustentável dos recursos hídricos.