O Governo de São Paulo deu um passo importante na proteção aos direitos das mulheres ao estruturar programas voltados para a segurança e o conforto em diversos modais de transporte, tanto públicos quanto privados. Essas ações, que apoiam principalmente vítimas de violência, mas também garantem assistência a mães e crianças, foram intensificadas com o lançamento do movimento "SP Por Todas: 21 Dias por Elas", iniciado nesta quinta-feira (20). A iniciativa, que se estende por 21 dias seguidos, faz parte dos "21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres", uma campanha global da ONU Mulheres, e no Brasil começa no Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e vai até o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro).

Durante esse período, foram destacados quatro serviços essenciais que buscam oferecer suporte direto às mulheres. O Abrigo Amigo é um deles, funcionando em pontos de ônibus para proporcionar companhia a mulheres que aguardam sozinhas. Por meio de painéis digitais instalados nesses locais, as passageiras podem iniciar uma videochamada com uma atendente especializada, bastando pressionar um botão na tela. O serviço opera das 20h às 5h e inclui recursos como câmera noturna, microfone, sensor de presença e conexão à internet, permitindo que a atendente visualize o ponto de ônibus e a movimentação ao redor. Em situações de emergência, como risco iminente, a atendente pode acionar a polícia ou socorro médico, garantindo uma resposta rápida e eficaz.

Na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o Espaço Acolher oferece atendimento humanizado e privado para vítimas de violência ou importunação sexual em 34 estações. Colaboradores da companhia são treinados para encaminhar as mulheres a esses espaços, onde, longe do agressor, elas recebem suporte e podem ser transportadas para uma delegacia ou outro local seguro. A ideia é que o atendimento seja pontual, assegurando que a vítima seja encaminhada rapidamente para o destino adequado. Além disso, as estações e trens contam com câmeras de monitoramento que ajudam na identificação do autor, facilitando ações futuras.

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Já no Metrô, os Postos Avançados de Apoio à Mulher funcionam de forma semelhante, com unidades localizadas nas estações da Luz e Santa Cecília. Eles atendem de segunda a sexta, das 8h às 17h, exceto em feriados, e recebem não apenas vítimas, mas também testemunhas de violência. Em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, esses postos contam com assistentes sociais e agentes capacitados para oferecer suporte imediato, incluindo o encaminhamento a delegacias especializadas. Todo o sistema metroviário dispõe de agentes de segurança treinados para esses casos, assegurando que as vítimas sejam atendidas de forma ágil e humanizada.

Para mães e crianças, o Espaço Maternidade está disponível em estações estratégicas do Metrô e da CPTM, como Tatuapé e Luz. Esses locais oferecem uma estrutura completa para descanso, alimentação e cuidados, incluindo sanitário acessível, sala de aleitamento, trocadores de fraldas, copa equipada com pia, filtro de água, frigobar e micro-ondas, além de um espaço infantil. Isso garante maior conforto e praticidade para mulheres que viajam com filhos, reduzindo o estresse do deslocamento.

Além dessas iniciativas, uma parceria com o aplicativo de transporte 99 permite que mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar tenham acesso a corridas gratuitas e seguras para unidades de apoio, como Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e Instituto Médico-Legal (IML). O serviço é acionado após contato com a Polícia Militar, especialmente por meio da Cabine Lilás, onde policiais podem solicitar a corrida para a vítima, com o apoio de motoristas parceiros da 99. Em casos de emergência e risco imediato, a Polícia Militar assume o atendimento direto, assegurando a proteção necessária.

Esses programas representam um avanço significativo na luta contra a violência de gênero em São Paulo, integrando tecnologia, capacitação e parcerias para criar um ambiente mais seguro e acolhedor no transporte. A iniciativa "SP Por Todas" reforça o compromisso do governo em promover direitos humanos e igualdade, mostrando que, com ações concretas, é possível transformar realidades e salvar vidas.