O estado de São Paulo consolidou sua posição como principal motor do mercado de trabalho formal brasileiro em fevereiro, com a criação de 95.896 novas vagas de emprego com carteira assinada, segundo dados da Fundação Seade baseados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número representa uma média impressionante de 3,4 mil oportunidades geradas por dia útil, impulsionando a economia paulista e nacional.

O governador Tarcísio de Freitas atribuiu o desempenho positivo às políticas adotadas pela gestão estadual. “A expansão do emprego em São Paulo reflete as medidas que o Governo do Estado adota para facilitar a vida de quem quer empreender e investir nos nossos 645 municípios. Há mais de três anos, nossa prioridade é fazer São Paulo avançar cada vez mais na direção certa com liberdade econômica, políticas públicas pró-mercado e ambiente de negócios simples e com menos burocracia”, afirmou o governador, destacando o foco em desburocratização e atração de investimentos.

Os números mostram uma trajetória consistente de crescimento. No acumulado de janeiro e fevereiro, foram criadas 111.611 vagas formais no estado, enquanto nos últimos 12 meses o total chegou a 243.643 oportunidades. Em todos os períodos analisados, houve aumento percentual na geração de empregos: 0,66% em fevereiro, 0,76% no acumulado do ano e 1,68% no acumulado de 12 meses.

Publicidade
Publicidade

O peso de São Paulo no cenário nacional é significativo: o estado foi responsável por 37,5% de todas as vagas com carteira assinada criadas no Brasil em fevereiro (255.321 no total), 30,1% do total em dois meses (370.339) e 23,3% em 12 meses (1.047.024). Na região Sudeste, que gerou 133.052 vagas em fevereiro, São Paulo concentrou 72% das oportunidades, reforçando sua liderança regional.

Além da quantidade, a qualidade do emprego em São Paulo também se destaca. O estado registrou o maior salário médio de admissão do país em fevereiro, com R$ 2.593,00 – valor 10,5% superior à média nacional de R$ 2.346,97. O Distrito Federal (R$ 2.541,41), Rio de Janeiro (R$ 2.468,23) e Santa Catarina (R$ 2.397,48) aparecem em seguida. A região Sudeste como um todo também liderou nesse indicador, com média de R$ 2.487,13.

O setor de serviços foi o grande protagonista na geração de empregos, com 73.924 vagas criadas em fevereiro. Dentro desse segmento, se destacaram as áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (20.321 vagas), alojamento e alimentação (10.638) e transporte, armazenagem e correio (8.472). A indústria geral apareceu em segundo lugar, com 9.733 oportunidades, sendo a indústria da transformação responsável por 9.342 delas. Construção (9.476 vagas) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7.119) completam o panorama dos setores que mais contrataram.

Os dados reforçam a resiliência da economia paulista e seu papel central na recuperação do mercado de trabalho brasileiro, combinando volume expressivo de vagas com remuneração acima da média nacional e diversificação setorial.