Oskar Block nunca conseguiu ficar longe do empreendedorismo por muito tempo. Aos 18 anos, lançou sua primeira startup, criando modelos de machine learning para apostas esportivas. “Sempre fui atraído por resolver problemas complexos de dados”, disse ao TechCrunch. Ele atuou como consultor, ajudando empresas a integrar IA, e depois trabalhou em uma empresa de caminhões autônomos, onde viu pessoalmente como o processo de patentes era manual e lento. A ideia para seu próximo empreendimento surgiu em um jantar com o amigo e colega Tobias Estreen, quando o pai de Tobias, um advogado de patentes, começou a descrever seu dia a dia: “Lendo o mesmo tipo de documentos, da mesma forma que fazia há trinta anos”, lembrou Block.
Block e Estreen viram uma oportunidade e se uniram a Petrus Werner e Oscar Adamsson para lançar a Stilta, uma plataforma de IA projetada para automatizar o trabalho de pesquisa e análise por trás de casos de propriedade intelectual — o tipo de trabalho intensivo que historicamente torna os litígios de patentes lentos e caros. A startup anunciou na terça-feira uma rodada seed de US$ 10,5 milhões, liderada pela Andreessen Horowitz. Outros investidores incluem Y Combinator e operadores de empresas como OpenAI, Legora e Lovable.
Block, CEO da empresa, disse que a Stilta funciona como uma equipe de advogados. Os usuários inserem um número de patente no software, juntamente com qualquer conteúdo relevante, e a partir daí uma rede de agentes de IA começa a trabalhar: busca outras patentes que possam entrar em conflito com a reivindicação, sinaliza propriedades similares que podem ser aplicadas e extrai o histórico de depósito e judicial da patente. A plataforma promete reduzir significativamente o tempo e o custo dos processos, democratizando o acesso à justiça de propriedade intelectual.

