O último homem foragido da Justiça no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entregou à Polícia Civil no início da tarde desta quarta-feira (4). Bruno Felipe dos Santos Allegretti se apresentou à 54ª Delegacia de Polícia, em Belford Roxo, onde foi preso e será enviado a um presídio.

O crime, que chocou o país, aconteceu no dia 31 de janeiro. Cinco indivíduos – quatro homens, com 18 e 19 anos, e um adolescente de 17 anos – foram indiciados pela polícia na semana passada. Segundo a 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, responsável pelas investigações, o adolescente é apontado como o responsável por atrair a vítima para a emboscada no apartamento.

Antes de Allegretti, outros três suspeitos já haviam se entregado. Vitor Hugo Oliveira Simonin se apresentou na manhã desta quarta-feira, enquanto Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho procuraram a polícia na terça-feira (3). Os quatro presos respondem por estupro, com a agravante de a vítima ser adolescente, e também por cárcere privado.

Publicidade
Publicidade

O adolescente envolvido, que não teve prisão decretada e não é considerado foragido, é investigado por ato infracional análogo aos crimes apurados. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não atendeu ao pedido da polícia para interná-lo em uma unidade socioeducativa, afirmando em nota que eventuais medidas cautelares podem ser requeridas durante a investigação.

O caso ganhou destaque nacional após a vítima, uma aluna do Colégio Federal Pedro II, relatar que foi convidada por um colega da escola, com quem já teve um relacionamento, para ir à casa de um amigo dele em Copacabana. Ao chegar, o adolescente insinuou que fariam "algo diferente". Diante da recusa da jovem, ela foi trancada em um quarto, onde sofreu a violência sexual pelos cinco indiciados.

Em entrevista à imprensa na terça-feira, o delegado responsável pelo inquérito, Ângelo Lages, revelou que a polícia investiga mais dois casos semelhantes com a participação dos envolvidos nesse estupro coletivo. Lages ressaltou a importância do respeito aos limites nos relacionamentos: "O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém (além do adolescente) em vários momentos".

A Agência Brasil tenta contato com os advogados dos envolvidos. Até o momento, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho nega que ele tenha participado do estupro. O espaço permanece aberto para incluir as demais versões, conforme forem surgindo.