A Universidade de São Paulo (USP) manteve sua posição de destaque como a melhor universidade da América Latina, segundo o THE Latin America University Ranking, divulgado na quarta-feira (3) pela consultoria britânica Times Higher Education (THE). O resultado reforça o protagonismo brasileiro no cenário acadêmico regional, com o país ocupando sete das dez primeiras posições do ranking.
O levantamento avaliou 223 universidades de 16 países latino-americanos, utilizando 16 indicadores agrupados em cinco áreas principais: ensino (ambiente de aprendizagem), ambiente de pesquisa (volume, renda e reputação), qualidade da pesquisa (força, excelência e influência), perspectiva internacional (pessoal, estudantes e pesquisa) e indústria (renda e patentes). Os critérios são adaptações do ranking mundial da THE, ajustados para refletir melhor as características das instituições da região.
Além da USP na liderança, o Brasil colocou outras seis universidades no top 10: a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2º lugar; a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), empatadas na 4ª posição; a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) em 6º; a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 8º; e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 10º. O país também é o que tem mais instituições avaliadas no total, com 81 representantes, seguido pela Colômbia (39) e Chile (31).
O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, atribuiu o bom desempenho a investimentos recentes em modernização. "Nos últimos anos, a Universidade tem investido na modernização dos currículos de graduação e implantou um novo modelo de pós-graduação, com o objetivo de formar profissionais mais qualificados e comprometidos com as necessidades da sociedade. Além disso, criamos centros de pesquisa interdisciplinar sobre temas fundamentais, como Amazônia sustentável, agricultura tropical, inteligência artificial, oncologia de precisão e mitigação dos gases de efeito estufa. Também estabelecemos parcerias para a criação de centros internacionais em nossos campi que projetam a USP como um polo global de ciência e inovação. Essas ações, certamente, irão representar avanços futuros na avaliação dos rankings", explicou.
O desempenho latino-americano da USP ecoa sua posição no ranking global. No THE World University, publicado em 9 de outubro, a universidade foi classificada no grupo 201-250, mantendo-se como a instituição latino-americana mais bem colocada. Isso demonstra uma consistência na excelência acadêmica que transcende as avaliações regionais.
Para a comunidade acadêmica brasileira, os resultados são um reconhecimento do investimento em educação superior e pesquisa. As sete universidades brasileiras no top 10 representam uma diversidade geográfica e institucional, incluindo universidades estaduais de São Paulo, federais de diferentes regiões e uma instituição privada de excelência, a PUC-Rio. Essa distribuição sugere que a qualidade do ensino superior no Brasil não está concentrada em um único polo, mas se espalha por várias instituições públicas e privadas.
O ranking latino-americano da THE serve como um importante termômetro para comparar o desempenho das universidades da região, considerando suas particularidades. Enquanto rankings globais podem privilegiar instituições de países desenvolvidos, essa versão regional ajusta os critérios para melhor capturar a realidade das universidades latino-americanas, valorizando aspectos como impacto social e adaptação ao contexto local.
Mais informações sobre a metodologia e os resultados detalhados podem ser obtidas na página do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico da USP (Egida). O desempenho brasileiro no ranking reforça a importância de políticas de apoio contínuo à educação superior e à pesquisa científica como pilares para o desenvolvimento nacional e regional.

