A partir desta quarta-feira (26) até domingo (30), a Universidade de São Paulo (USP) sedia a 27ª Festa do Livro, um evento imperdível para os amantes da leitura. Instalada numa tenda de 5.500 m² na Travessa C da Cidade Universitária, em São Paulo, a festa oferece obras de 222 editoras com pelo menos 50% de desconto, em uma iniciativa que combina acesso democrático ao livro com uma celebração cultural vibrante. A entrada é gratuita, atraindo tanto a comunidade acadêmica quanto o público geral.

Organizada pela Editora da USP (Edusp), a festa se destaca pela pluralidade editorial, reunindo desde gigantes do mercado, como Companhia das Letras e Record, até editoras menores e universitárias. Entre as participantes, estão a Edunesp, Edunicamp, Edufscar e Edufba, além de outras 27 editoras ligadas a universidades, fazendo deste o maior encontro de publicadoras universitárias do país. Márcio Pelozio, diretor comercial da Edusp e coordenador do evento, explica: "Para cada editora grande, ou seja, já mais consolidada no mercado, tentamos acolher três que estão iniciando", reforçando o compromisso com a diversidade.

Para garantir equidade, cada editora pode alugar até 12 mesas das 482 disponíveis, com a opção de espaços menores para as mais modestas, como um terço de mesa. Essa medida visa evitar a comercialização excessiva e promover um ambiente inclusivo. Pelozio reflete: "Senão, a gente acaba tendo o mesmo critério de um evento comercial, ou seja, vender o máximo de espaço para quem puder pagar. A Festa não é pautada nisso. Claro que precisamos equilibrar os custos, porque o evento é rateado entre os participantes, mas não visamos ao lucro." Exemplos de editoras beneficiadas incluem a Julius ArtStudio, especializada em quadrinhos históricos, e a Seiva, de Porto Alegre, que além de livros promove oficinas gratuitas.

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Além da venda, a Festa do Livro tem um impacto social significativo. Cada mesa resulta na doação de cinco livros para as bibliotecas da USP, totalizando cerca de 2.800 volumes. Essas obras, selecionadas por bibliotecários da Biblioteca Florestan Fernandes, são distribuídas por faculdades, institutos e até a Creche da USP, enriquecendo o acervo universitário. Para Pelozio, o evento é uma forma afetiva de a USP cumprir seu papel público: "No meu dia a dia, o livro é um instrumento de trabalho, mas ele também é uma forma de lazer. É um companheiro. Incentivar essa dinâmica e criar o hábito de leitura é um dos nossos pilares."

A história da festa remonta a 1999, quando foi idealizada pelo professor Plinio Martins Filho, então presidente da Edusp, no vão do prédio dos Departamentos de Geografia e História da FFLCH. Inicialmente, buscava aproximar editoras da comunidade uspiana, mas com o crescimento, migrou para locais maiores, como a Escola Politécnica e, agora, a Travessa C. Pelozio comenta: "Com o tempo, o evento foi ganhando uma dinâmica muito forte, cresceu e chamou a atenção de todo o mercado. Hoje temos mais de 200 participantes, um número que se mantém ano após ano." Para esta edição, a expectativa é de 10 mil a 12 mil visitantes por dia, com infraestrutura que inclui praça de alimentação com cinco food trucks e banheiros químicos.

O evento não só fortalece o acesso à cultura literária, mas também ressalta a importância da leitura como direito básico, com editoras como a Selin Trovoar, que valoriza autores periféricos. Com uma programação que vai até domingo, das 9h às 21h, a Festa do Livro da USP é uma oportunidade única para descobrir novas obras, apoiar editoras diversificadas e celebrar o prazer da leitura. Mais informações podem ser encontradas no site do evento.