A X-energy estreou na Nasdaq nesta quarta-feira com valorização expressiva. As ações abriram a US$ 30,11 e fecharam a US$ 29,20, alta de 27% sobre o preço da oferta pública inicial (IPO) de US$ 23 por papel. O valor inicial já havia sido revisado para cima, ante a faixa de US$ 16 a US$ 19 projetada durante o roadshow. Com isso, a empresa encerrou o dia avaliada em US$ 11,5 bilhões.

O forte interesse por uma startup nuclear surpreende analistas. Há cinco anos, o setor era marcado por atrasos e estouros de orçamento — as duas usinas concluídas na Geórgia (EUA) custaram cerca de US$ 30 bilhões no total. Startups do início da década de 2020 enfrentavam problemas regulatórios significativos. Agora, investidores acreditam que a X-energy e suas concorrentes superaram esses desafios.

Grande parte do entusiasmo vem do boom de data centers impulsionado por inteligência artificial (IA). Os chips gráficos (GPUs) demandam eletricidade em escala, e as big techs buscam diversificar fontes além de solar, eólica e gás natural. A energia nuclear, com reatores compactos, surge como opção viável para atender a esses centros de dados. Atualmente, a energia nuclear responde por 18% da eletricidade nos EUA, mas os custos de construção de reatores vêm subindo nas últimas décadas.

Publicidade
Publicidade

O desempenho da X-energy sinaliza uma mudança de percepção do mercado: a energia nuclear, antes vista como cara e arriscada, agora é considerada estratégica para suprir a demanda crescente de tecnologia. Resta saber se as promessas de inovação se concretizarão em entregas no prazo e dentro do orçamento.