A Caixa Econômica Federal realiza nesta sexta-feira (23) o pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 5. O valor mínimo do benefício corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional, o valor médio pago às famílias sobe para R$ 697,77.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará, neste mês, 18,77 milhões de famílias em todo o país, com um gasto total de R$ 13,1 bilhões. Além do benefício mínimo, o Bolsa Família contempla o pagamento de três adicionais que podem aumentar o valor recebido pelas famílias.

O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, com o objetivo de garantir a alimentação da criança. O programa também prevê um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), outro de R$ 50 a cada filho com idade entre 7 e 18 anos e um adicional de R$ 150 a cada criança de até 6 anos.

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No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, utilizado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Na última segunda-feira (19), os beneficiários de 176 cidades de nove estados receberam o pagamento de forma antecipada, independentemente do NIS. A medida beneficiou especialmente os moradores de 120 municípios do Rio Grande do Norte, que enfrentam problemas com a seca. Também foram incluídas cidades da Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Essas localidades foram escolhidas por terem sido afetadas por chuvas ou estiagens, ou por abrigarem povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista completa dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema, que é a reprodução dos peixes.

Cerca de 2,44 milhões de famílias estão enquadradas na regra de proteção em janeiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

No ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Neste mês, não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico). Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará a ocorrer em fevereiro. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.