A Clarivate Analytics divulgou sua lista anual dos pesquisadores mais influentes do mundo, contemplando 6.868 cientistas de mais de 1.300 instituições globais. O estudo, conduzido pelo Institute for Scientific Information (ISI), braço científico da organização, identifica aqueles cujas produções estão entre o 1% mais referenciado internacionalmente, considerando a área de atuação e o ano de publicação dos trabalhos.

No Brasil, o desempenho foi notável, com 17 cientistas atendendo aos critérios rigorosos para integrarem a lista de 2025. Entre eles, Mauro Galetti, professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do CBioClima, se destaca por estar na relação pela sétima vez consecutiva. Com impressionantes 35.393 citações em artigos, Galetti reforça sua posição como um dos pesquisadores mais citados e influentes do planeta.

Em entrevista, Galetti expressou sua satisfação com o reconhecimento: "Fiquei muito contente com a lista, porque ela demonstra mais relevância aos estudos de Biodiversidade e Mudanças Climáticas. Entre os cientistas brasileiros mais citados, três pesquisadores estão nesta área, além de chamar mais atenção para a ciência feita no Brasil". Suas palavras destacam não apenas o sucesso individual, mas também a crescente importância da pesquisa nacional em temas globais críticos.

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Recentemente, Galetti participou ativamente da COP-30 em Belém, onde ministrou uma palestra sobre a integração do monitoramento da biodiversidade às estratégias de mitigação das mudanças climáticas. Ele enfatizou: "Estamos discutindo soluções claras, de como a ciência brasileira lidera decisões sobre biodiversidade e mudanças climáticas". Essa participação evidencia como o trabalho dos cientistas brasileiros está moldando políticas e ações internacionais.

Além de Galetti, outros pesquisadores do Brasil foram incluídos na lista, reforçando a diversidade e a qualidade da produção científica nacional. A presença de múltiplos nomes em áreas como biodiversidade e mudanças climáticas sinaliza um fortalecimento do país no cenário global de pesquisa, com potencial para influenciar futuras inovações e decisões sustentáveis.