O mercado de financiamento de veículos no Brasil começou 2026 com fôlego. Em janeiro, foram registradas 616 mil unidades financiadas, englobando automóveis leves, motos e veículos pesados. Esse volume representa o maior para um mês de janeiro desde 2008 e uma alta de 9,2% na comparação com janeiro de 2025, de acordo com dados da Trillia, nova linha de negócios de dados da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.
Os números refletem um cenário de recuperação e confiança no setor automotivo. O crescimento foi puxado principalmente pelos veículos seminovos, que somaram 412 mil unidades financiadas, um aumento de 8,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já os modelos novos também apresentaram desempenho positivo, com 204 mil financiamentos, valor 10,1% superior ao registrado em janeiro de 2025.
Analisando por categoria, o financiamento de automóveis leves cresceu 8,7% em janeiro. As motos foram o grande destaque, com um salto de 21,9% nas vendas financiadas. No entanto, o segmento de veículos pesados apresentou queda de 3,2%, influenciado principalmente pela retração de 25,1% nos modelos zero quilômetro, mesmo com um avanço de 10,9% nos veículos usados dessa categoria.
Em relação aos preços, janeiro trouxe estabilidade. Tanto os veículos novos quanto os usados tiveram variações mínimas. Nos seminovos, houve uma queda média de 0,30% nos preços. Entre os veículos novos, a variação também foi de -0,30% na comparação com dezembro de 2025. Segundo a B3, a redução dos preços dos veículos novos perdeu força em janeiro, indicando um início de ano mais estável para o setor.
Esse cenário positivo se soma a outras perspectivas para o mercado automotivo em 2026. Notícias relacionadas indicam que as vendas de automóveis e comerciais leves devem crescer 3% neste ano, enquanto medidas como o rodízio de veículos na cidade de São Paulo continuam a impactar a mobilidade urbana.
Os dados da Trillia, ao fornecer um panorama detalhado do financiamento, ajudam a entender as tendências de consumo e o comportamento do brasileiro na aquisição de veículos, mostrando uma preferência por opções mais acessíveis, como os seminovos, e um mercado em movimento, apesar dos desafios em segmentos específicos.

