INTRODUÇÃO: A inteligência do Reino Unido revelou que mais de 100 países, mais da metade dos governos mundiais, agora têm acesso a spyware comercial. Esta tecnologia, desenvolvida por empresas privadas, permite invadir computadores e smartphones para roubar informações sensíveis. O relatório do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC), divulgado nesta quarta-feira, alerta para a queda nas barreiras de acesso a essas ferramentas de vigilância.

DESENVOLVIMENTO: O número de países com acesso a essas ferramentas de hacking aumentou de 80 em 2023 para 100 atualmente. Spywares como o Pegasus, da NSO Group, e o Graphite, da Paragon, exploram falhas de segurança em softwares para invadir dispositivos e extrair dados. Embora governos aleguem usar essas ferramentas apenas contra suspeitos de crimes graves, pesquisadores de segurança e defensores de direitos humanos alertam há anos sobre o uso indevido para perseguir críticos, adversários políticos e jornalistas. O NCSC destaca que a "vitimologia" se expandiu recentemente, incluindo agora banqueiros e empresários ricos.

CONCLUSÃO: Richard Horne, diretor do NCSC, afirmou que empresas britânicas "falham em compreender a realidade do mundo atual", com a maioria dos ciberataques significativos contra o Reino Unido originando-se de governos estrangeiros adversários, não de gangues criminosas. O país também enfrenta intrusões ligadas à China, visando roubo de dados sensíveis e espionagem de indivíduos de alto perfil. Este cenário exige maior vigilância e medidas de proteção cibernética robustas para salvaguardar cidadãos, empresas e infraestruturas críticas.

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