A Receita Federal do Brasil realizou uma grande operação de fiscalização entre os dias 27 de fevereiro e 3 de março, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Contrabando, celebrado nesta terça-feira (3). O resultado foi a apreensão de R$ 69,1 milhões em mercadorias irregulares em todo o país, com destaque para eletrônicos, vestuário e drogas. As ações mobilizaram cerca de 450 servidores e ocorreram simultaneamente em 37 localidades, incluindo fronteiras, portos, aeroportos, rodovias e centros de distribuição.
O objetivo da operação foi reprimir crimes como contrabando, descaminho, pirataria, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Para isso, foram utilizados recursos como viaturas, drones, cães farejadores e caminhões, com foco em abordagens e inspeções em pontos estratégicos. No total, 1.332 pessoas foram abordadas, resultando em 14 prisões.
Dos R$ 69,1 milhões apreendidos, R$ 25,4 milhões correspondem a eletrônicos, como celulares e aparelhos eletrônicos, enquanto R$ 15,2 milhões são de vestuário e acessórios. Além disso, foram apreendidos mais de 800 quilos de drogas, incluindo substâncias análogas à maconha e cocaína. Em números gerais, a operação destacou-se pela abrangência e pelos valores envolvidos, reforçando o combate a organizações criminosas.
Entre as apreensões de destaque, está a interceptação de 16 canos de fuzil no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na sexta-feira (27). Na região de Foz do Iguaçu (PR), as equipes apreenderam R$ 4 milhões em mercadorias irregulares e 156 kg de substância análoga à maconha. Em uma única abordagem a um ônibus, foram encontrados produtos avaliados em R$ 2,5 milhões, incluindo mais de 200 celulares e medicamentos introduzidos clandestinamente no país.
A operação contou com uma atuação integrada de vários órgãos, além da Receita Federal. Participaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), polícias militares e civis, ministérios públicos e guardas municipais. Segundo a Receita, essa colaboração reforça o combate às organizações criminosas e busca proteger a economia formal, a concorrência leal e a segurança da sociedade.
A data do Dia Nacional de Combate ao Contrabando serve para alertar sobre os prejuízos causados por esses crimes, que incluem perdas fiscais, riscos à saúde pública e incentivo a atividades ilegais. A Receita Federal ressaltou que operações como essa são contínuas e fazem parte de uma estratégia nacional para coibir práticas que afetam a economia e a segurança dos brasileiros.

