O volume de serviços no Brasil apresentou uma leve alta de 0,1% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro do mesmo ano, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi impulsionado principalmente pelas atividades de informação e comunicação, que cresceram 1,1%, e pelos transportes, com alta de 0,6%.
Na comparação com fevereiro de 2025, o volume de serviços registrou expansão de 0,5%, marcando o 23º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 2,7%, indicando uma trajetória de crescimento sustentado do setor.
O analista do IBGE Luiz Carlos de Almeida Junior destacou que os serviços de informação e comunicação foram os que mais impactaram o resultado tanto na variação mensal quanto na comparação anual. "Esse protagonismo do setor de informação e comunicação vem se consolidando desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo do setor de serviços como um todo", explicou o especialista.
Dentre as cinco atividades investigadas pela pesquisa, três apresentaram crescimento em fevereiro. Além dos já mencionados setores de informação e comunicação e transportes, os serviços prestados às famílias também registraram expansão de 1,4%, recuperando-se da queda de 0,5% observada em janeiro e apresentando a taxa mais intensa desde março de 2025.
Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,3%, marcando a terceira taxa negativa consecutiva - período em que acumularam perda de 0,7%. Os outros serviços também registraram queda de 0,4%, devolvendo parte do ganho de 3,6% observado em janeiro.
No segmento de transportes, o crescimento de 0,6% foi puxado principalmente pelo transporte rodoviário de cargas, que atingiu patamar recorde da série histórica com alta de 0,9%. As atividades relacionadas a logística e armazenamento de cargas e o transporte metroferroviário de passageiros também contribuíram positivamente, enquanto o transporte aéreo de passageiros exerceu pressão negativa sobre o resultado.
"Ao analisarmos este mesmo tipo de comparação com uma ótica do tipo de uso vemos que na passagem de janeiro para fevereiro de 2026 o transporte de cargas mostrou um crescimento de 0,9%, enquanto o transporte de passageiros assinalou estabilidade (0,0%)", detalhou Luiz Carlos.
Os dados da PMS reforçam a resiliência do setor de serviços na economia brasileira, que vem mantendo trajetória de crescimento mesmo em um contexto de desaceleração econômica global. O desempenho positivo do transporte de cargas sugere manutenção da atividade produtiva e do comércio, enquanto o forte crescimento dos serviços de tecnologia da informação reflete a continuidade do processo de transformação digital das empresas brasileiras.

