O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira nesta quarta-feira (21), uma empresa ligada ao Banco Master, após ela deixar de honrar pagamentos devidos à operadora de cartão de crédito Mastercard. Com essa medida, o BC retira a empresa do mercado, que para de operar e tem suas aplicações congeladas. Um liquidante será nomeado para avaliar a situação, mas, enquanto isso, os clientes precisam saber como agir.
Segundo o especialista em mercado financeiro, André Franco, os clientes da Will Financeira devem manter os pagamentos das dívidas no prazo e acompanhar os comunicados oficiais. "A fatura do cartão de crédito não é perdoada, tá registrado no sistema financeiro nacional. Então, o não pagamento vai causar inadimplência e você ter ali a sua conta colocada no Serasa e no SPC", explica ele. Isso porque as obrigações contratuais continuam existindo, mesmo com a empresa em liquidação.
Com a liquidação extrajudicial, o Banco Central tira a empresa do mercado. A partir disso, ela deixa de operar e as aplicações congelam. Então, um liquidante é nomeado para avaliar a situação. O profissional vai levantar os valores que a Will possui, o que tem a receber e o que tem a pagar, para então definir como fazer o pagamento a quem tem crédito com a empresa.
Para quem tem dinheiro em conta ou investimento na Will Financeira, a orientação é aguardar o trabalho do liquidante. André Franco destaca que, se houver cobertura pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o risco é menor. "O dinheiro em conta de investimento entra na garantia do FGC até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Então, essa garantia se estende à conta-corrente que você também tem lá dentro. Quanto a algum risco, o principal é o risco de demora do FGC. Produtos que não são cobertos pelo FGC, como débito, letra financeira e outras coisas, isso pode ser o risco do investidor. Mas, se ele tiver garantido pelo FGC, o risco é muito baixo, o principal seria o atraso no pagamento", afirma.
A reportagem entrou em contato com a Will Financeira para um posicionamento, mas ainda não obteve resposta. Enquanto isso, os clientes devem ficar atentos aos canais oficiais do Banco Central e do FGC para atualizações sobre o processo de liquidação. Casos semelhantes, como as liquidações do Banco Master e da Reag, mostram que o acompanhamento cuidadoso é essencial para proteger direitos e evitar prejuízos financeiros.

