INTRODUÇÃO: O YouTube anunciou nesta terça-feira a expansão de sua tecnologia de "detecção de semelhança", que identifica conteúdo gerado por inteligência artificial, como deepfakes, para profissionais da indústria do entretenimento. A ferramenta, que funciona de forma similar ao sistema Content ID da plataforma, tem como objetivo proteger criadores e figuras públicas do uso não autorizado de suas identidades em vídeos.
DESENVOLVIMENTO: A tecnologia foi inicialmente testada em um programa piloto no ano passado com um grupo seleto de criadores do YouTube, sendo expandida na primavera para incluir políticos, funcionários do governo e jornalistas. Agora, está disponível para agências de talentos, empresas de gestão e as celebridades que representam, com apoio de grandes agências como CAA, UTA, WME e Untitled Management. A ferramenta não exige que os artistas tenham canais próprios no YouTube; ela escaneia o conteúdo em busca de correspondências visuais do rosto de participantes cadastrados. Os usuários podem então solicitar a remoção do vídeo por violação de políticas de privacidade, enviar uma solicitação de remoção por direitos autorais ou não tomar nenhuma ação. O YouTube ressalta que não removerá todo o conteúdo, pois permite paródias e sátiras sob suas regras. No futuro, a tecnologia também terá suporte para áudio.
CONCLUSÃO: A expansão desta tecnologia reforça o compromisso do YouTube em combater o uso indevido de identidades por meio de IA, enquanto a plataforma também defende proteções semelhantes em nível federal, apoiando a lei NO FAKES em Washington, D.C., para regular recriações não autorizadas de voz e imagem.

