O jornalista estudantil Theo Baker, formando em Stanford, lança How to Rule the World, um retrato crítico da cultura de poder e privilégio na universidade. Vencedor do George Polk Award, seu livro expõe um ambiente onde fundos milionários são dados a estudantes sem ideias e os limites entre mentoria e predação se confundem. A pergunta central é: obras como essa mudam comportamentos ou apenas alimentam a ambição, como ocorreu com 'A Rede Social', que, em vez de criticar, incentivou jovens a imitar Mark Zuckerberg?
Baseado em centenas de entrevistas, o livro de Baker descreve o 'Stanford dentro de Stanford' — um clube fechado que os alunos integram ou não desde o primeiro ano. O tom investigativo busca expor as engrenagens do sucesso na elite do Vale do Silício, mas o histórico de outras denúncias sugere que o brilho da fama pode superar a advertência. Afinal, a crítica ao sistema muitas vezes se transforma em propaganda para os que desejam entrar nele.
Se Baker conseguirá provocar reflexão ou apenas mais admiração pelo mundo que descreve é a incógnita. A conclusão é que, para além do livro, a sociedade precisa questionar se expor as falhas de instituições poderosas gera reforma ou reforça seu fascínio. O tempo dirá se How to Rule the World será um alerta ou um novo manual de aspiração.

