INTRODUÇÃO
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, testemunhou nesta quarta-feira em um julgamento histórico que busca determinar se os aplicativos de mídia social do gigante da tecnologia são viciantes e prejudiciais para adolescentes e crianças. O processo, que ocorre no Tribunal Superior de Los Angeles, já revelou que pesquisas internas da Meta indicavam que a supervisão parental não conseguia impedir o uso compulsivo das redes por jovens.
DESENVOLVIMENTO
Advogados da queixosa, uma jovem de 20 anos identificada pelas iniciais KGM, questionaram Zuckerberg sobre metas internas para aumentar o uso diário do aplicativo Instagram. Embora o CEO tenha negado isso em uma audiência anterior no Congresso, uma cadeia de e-mails de 2015 apresentada como evidência mostrou Zuckerberg pressionando por um aumento de 12% no tempo dos usuários no app. O executivo também foi interrogado sobre filtros de beleza no Instagram, que especialistas da própria Meta disseram dever ser banidos para adolescentes, e sobre documentos internos que estimavam milhões de crianças menores de 13 anos na plataforma. Zuckerberg rebateu, argumentando que a verificação de idade é difícil e que fabricantes de smartphones, como a Apple, poderiam ajudar mais nessa frente.
CONCLUSÃO
O julgamento expõe a crescente pressão regulatória sobre redes sociais nos EUA, com muitos estados criando ou desenvolvendo suas próprias leis. Relatos da corte indicam que Zuckerberg manteve-se fiel aos pontos de discussão da empresa durante seu depoimento, frequentemente alegando que os advogados estavam tirando declarações de contexto. O caso marca um momento crucial para a indústria de tecnologia, que enfrenta escrutínio sem precedentes sobre seu impacto na saúde mental dos jovens.

