INTRODUÇÃO

A proliferação de agentes de IA, chatbots e sistemas automatizados na web criou um novo desafio de permissões digitais. Startups de gestão de identidade e acesso estão atraindo investimentos maciços para gerenciar essa "força de trabalho não-humana". Nesse cenário, a startup Venice surge com uma proposta ousada e capital fresco.

DESENVOLVIMENTO

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Fundada há pouco mais de dois anos, a Venice levantou US$ 20 milhões em uma rodada Série A em dezembro, liderada pela IVP. A empresa se diferencia de concorrentes bem financiados, como Persona, Veza e GitGuardian, por abordar tanto ambientes baseados em nuvem quanto sistemas locais (on-premises). Essa escolha técnica complexa posiciona a startup para conquistar grandes empresas que ainda operam infraestruturas legadas ao lado de modernas soluções em nuvem.

A CEO Rotem Lurie, de 31 anos, traz um currículo que cativa investidores: filha de programadores, veterana da unidade de inteligência de elite israelense Unit 8200, ex-gerente de produto da Microsoft no projeto Defender for Identity e primeira contratação de produto da Axis Security, startup vendida por US$ 500 milhões em 2022. Sua trajetória reflete a expertise necessária para enfrentar gigantes estabelecidos como CyberArk e Okta.

CONCLUSÃO

A Venice representa uma nova frente na corrida pela segurança digital corporativa. Ao unir gestão de identidade para ambientes híbridos com uma liderança experiente, a startup não apenas captou investimento significativo, mas já afirma estar substituindo soluções tradicionais em empresas Fortune 500. Seu sucesso poderá redefinir como organizações gerenciam o acesso de sistemas automatizados em um cenário tecnológico cada vez mais fragmentado.