A Força Nacional de Segurança Pública desembarca em duas cidades do interior do Amazonas para uma missão de pelo menos 90 dias contra o crime organizado. A decisão, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18), autoriza o envio de contingentes para Coari e Barcelos, municípios estratégicos na região amazônica.
A portaria foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e estabelece que os profissionais atuarão principalmente no combate ao narcotráfico e na contenção de crimes ambientais. A medida integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania - Plano Amas, iniciativa federal destinada a ações de segurança pública que considerem as necessidades específicas dos estados da Amazônia Legal.
Coari e Barcelos são cidades de acesso predominantemente fluvial, o que impõe desafios logísticos e operacionais. Coari está localizada próxima ao rio Solimões, enquanto Barcelos fica às margens do rio Negro. Essa característica geográfica torna as regiões vulneráveis a atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e a exploração ilegal de recursos naturais.
O texto publicado no Diário Oficial não especifica a quantidade de profissionais que serão enviados nem a data exata de chegada dos contingentes. Conforme a publicação, "o contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública".
A operação ocorre em um contexto de reforço da presença federal em áreas críticas da Amazônia. Recentemente, a Força Nacional anunciou o aumento de efetivo na fronteira do Brasil com a Venezuela, e organizações como a Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) têm demandado projetos territoriais na região afetada pelo narcotráfico.
O Plano Amas, que fundamenta a ação, busca reduzir crimes ambientais e fortalecer a soberania nacional na Amazônia Legal, adaptando as estratégias de segurança às particularidades locais. A expectativa é que a presença da Força Nacional iniba a atuação de grupos criminosos e contribua para a estabilidade das duas cidades amazonenses durante os três meses de operação.

